Fortalecida pela Afeam, Gradiente retoma produção nesta segunda

Em: 2 de maio de 2011
A Gradiente foi um dos burburinhos mais cogitados entre os assuntos empresariais na semana passada e, o que era especulado, foi confirmado
A Gradiente foi um dos burburinhos mais cogitados entre os assuntos empresariais na semana passada e, o que era especulado, foi confirmado

A Gradiente foi um dos burburinhos mais cogitados entre os assuntos empresariais na semana passada e, o que era especulado, foi confirmado. O idealizador da marca e criador da empresa, Eugenio Staub, esteve em Manaus e disse que nesta segunda-feira, 2, a empresa volta as suas operações fabris no PIM (Polo Industrial de Manaus). Para a surpresa dos presentes à coletiva de imprensa sobre o assunto, foi revelado que entre os principais acionistas da CBTD, nome que está por trás da Gradiente, está o governo do Amazonas, representado pela Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas S.A).
A agência, que usou o termo “parceria no negócio” ao invés de “acionista”, em entrevista a um jornal local, investiu cerca de R$ 17 milhões, abarcando a fatia de 15% de representação dentro da empresa. Em entrevista aos jornalistas, Staub fez questão de chamar a atenção para o “incrível apoio” que o senador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), e que o governador do Estado, Omar Aziz (PMN), deram para o retorno da empresa.
Além da Afeam, a Jabil, o fundo de presidência dos funcionários da Petrobras, conhecido como Petros, e a Funcef (Fundação dos Economistas Federais) compõem a cadeia de acionistas majoritários da CBTD. Juntos, reuniram um montante de R$ 68 milhões que será aplicado na empresa. Eles também representam 60% da nova Gradiente, já os outros 40% estão fracionados entre aproximadamente 2.000 acionistas minoritários e acionistas controladores.

Tablets e celulares

Durante o encontro com os jornalistas na semana passada, Staub até tentou fugir das perguntas sobre que produtos a empresa lançaria no mercado, mas não conseguiu manter a guarda. Ao ser questionado sobre produtos específicos como a produção de tablets e celulares, ele respondeu com precisão a visão estratégica de dentro da empresa. Porém, como em um teste de fogo, foi perguntado se, então, ele confirmava a fabricação dos tablets e após um sorriso “meio que sem jeito”, disse que não estava afirmando nada. Mas, as declarações anteriores dele só confirmaram os rumores do tablet feito pela Gradiente.
“Os nossos preços [tablet] serão competitivos para o consumidor. É claro que vamos nos focar também para o consumidor C e D”, disse Staub.
“Então o senhor confirma a produção de tablets pela Gradiente?”, interrogou um dos jornalistas presentes.
“Eu não disse isso”, respondeu rindo.
Já em relação aos celulares, após uma breve pausa e momento de surpresa em relação ao detalhe do produto, visto que o empresário se recusou a dar os pormenores de sua linha de produção, Staub desabafou. “Ingressar no mercado de celulares será um desafio”.
A Gradiente deverá ter seus produtos nas prateleiras do comércio varejista até o final deste ano. A empresa prevê um faturamento de R$ 280 milhões em 2012 e a geração de 350 empregos diretos e indiretos ao longo do próximo ano. Vale lembrar que somada a dívida atual de R$ 196 milhões, que será quitada em nove anos a contar a partir de 2013, a empresa deve ainda R$ 3 milhões em processos trabalhistas movidos pelos funcionários empregados na fábrica até 2007.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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