Aproximadamente 10% dos trabalhadores do comércio faltaram ao trabalho em decorrência da greve de motoristas e cobradores que afetou o transporte coletivo de passageiros na manhã de ontem. A informação é do presidente da CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), Ralph Assayag. Ele disse que muitos dos que foram utilizaram os transportes alternativos, pagando o valor mínimo de R$ 9 para chegar a tempo em seu trabalho.
Segundo a assessoria de comunicação da Fecomercio/AM ( Federação do Comércio do Amazonas) alguns comerciantes não abriram suas lojas no horário, devido à falta de funcionários, o que levou alguns lojistas recorrerem ao pagamento do transporte de seus empregados.
Ralph Assayag afirmou que em torno de 40% dos funcionários chegaram atrasados e, até as 12h, ainda era possível verificar a chegada de empregados no comércio. A paralisação parcial do transporte coletivo impediu quem precisou sair de casa para o trabalho, escola, faculdade, bancos, ou até para uma simples compra no centro comercial da cidade. Quem pode ir ao comércio no Centro verificou que o movimento não foi dos melhores.
Assayag destacou que a perda no faturamento nesse dia chegou a 30% das vendas, um dinheiro que deixa de circular na economia local, afirmou.
A grande preocupação dos empresários foi o não comparecimento dos clientes nas lojas, que devido à greve retornaram para as saauas casas. Cabe ressaltar que a CDL-Manaus está promovendo a campanha do “Liquida Manaus”, que tem por estimativa o crescimento de 35% no aumento nas vendas e na arrecadação de tributos.
Com a campanha, é previsto um incremento de até R$ 100 milhões em relação ao mesmo período do ano passado, dados esses não podendo ser previstos pelos efeitos danosos da greve.
A greve não trouxe lucro significativo para o comércio lojista local, que contou com apenas 90% dos seus trabalhadores em seus postos. Por outro lado o movimento em busca dos meios de transporte alternativo fez a economia circular nessa categoria, apesar dos transtornos causados à população.
Conforme a auxiliar administrativa Marinalva da Silva Correa, 26, que mora no conjunto Oswaldo Frota (Cidade Nova), ela costuma pegar dois transportes públicos, diariamente, para se locomover ao seu trabalho, no conjunto Vieiralves (Nossa Senhora das Graças). Cansada de esperar por mais de uma hora o coletivo público, contratou o serviço de moto-taxistas e taxistas para chegar no horário previsto ao seu local de trabalho.
“Não estava preparada para essa greve, o tempo de espera pelo transporte ultrapassou o de viagem por costume, que dura 40 minutos”, disse, ao reclamar sobre os preços cobrados pelos moto-taxistas e taxistas, que estavam tirando proveito da situação, cobrando preços abusivos. “Tentei negociar com dois taxistas e três moto-taxistas, cada um que parou, tentou negociar o valor com aumento abusivo”, desabafou.
Greve afeta comércio no centro de Manaus
Em: 11 de abril de 2012
Aproximadamente 10% dos trabalhadores do comércio faltaram ao trabalho em decorrência da greve de motoristas e cobradores que afetou o transporte coletivo de passageiros na manhã de ontem
Redação
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