O ‘ser ou não ser’ de Eduardo Braga

Em: 8 de junho de 2012
Faltando pouco mais de um mês para a realização das prévias partidárias, o cenário eleitoral na capital amazonense ainda está longe de uma definição
Faltando pouco mais de um mês para a realização das prévias partidárias, o cenário eleitoral na capital amazonense ainda está longe de uma definição

Faltando pouco mais de um mês para a realização das prévias partidárias, o cenário eleitoral na capital amazonense ainda está longe de uma definição. Por enquanto, todas as conjecturas se baseiam na possibilidade de o ex-governador do estado e senador Eduardo Braga (PMDB) permaneça em Brasília, ocupando o cargo de líder do governo federal no Senado.
O senador vê, cada vez mais, seu poder político enfraquecendo na capital. Deve-se dizer que já há um movimento de aproximação entre o senador e o governador Omar Aziz (PSD), mas ainda ronda a ameaça de uma possível aliança entre Aziz o prefeito Amazonino Mendes (PDT). Esta fissura que anda maculando grupo governista, animou o ex-senador, e adversário político de Braga, Artur Neto (PSDB) a disputar a prefeitura de Manaus. Enquanto isso o PSB se distancia de qualquer polêmica lançando uma chapa puro sangue, encabeçada por Serafim Corrêa e Marcelo Ramos como vice. Nomes novos como do deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), da deputada federal Rebecca Garcia (PR) e do vereador Hissa Abrahão (PPS) também são apontados como fortes opções e devem brigar por apoio.
Diante deste cenário que parece forçar uma renovação na política local, Braga se vê diante de uma encruzilhada: ou segue atuando no cargo de líder do governo, que garante a ele projeção nacional; ou retorna para o Amazonas a fim de preservar sua vitalidade eleitoral. Antes completamente descartada pelo senador, a segunda opção já aparece como alternativa para o PMDB.
Para o cientista político e professor do curso de Relações Internacionais da Faculdade La Salle, Breno de Messias Leite, será muito mais vantajoso para Braga, que tem intenções de ampliar sua projeção no âmbito nacional, permanecer na capital federal: “Lá ele pode manter contato com políticos influentes, sem contar que de onde ele está é mais fácil de conseguir um ministério. Na Prefeitura de Manaus ele não terá a mesma projeção”, avalia Breno. Além desse fator, Breno destaca que a Prefeitura de Manaus nunca fez parte dos planos de Eduardo Braga: “Caso ele fosse eleito ficaria apenas quatro anos na prefeitura. Ele não tentaria uma reeleição porque o interesse dele é o governo do Estado”, enfatiza o cientista.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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