Empresas tentam se esquivar de acusações

Em: 14 de novembro de 2013
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Telefonia da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas) começou a ouvir os investigados
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Telefonia da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas) começou a ouvir os investigados

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Telefonia da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas) começou a ouvir os investigados. Já foi ouvido o SindiTelebrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Celular Móvel e Pessoal), além das operadoras TIM e Vivo.
O representante da empresa Vivo, Alfredo Colosino, informou à CPI da Telefonia e Internet que, em 2013, a Vivo investiu R$ 280 milhões no Amazonas. Ele iniciou o discurso afirmando que 38 bairros de Manaus já possuem internet com tecnologia 4G. No plenário da Assembleia, os deputados tentaram ter acesso a um plano de internet 4G, em meio à oitiva, mas não foi possível.
“Ligamos para o número de serviço da Vivo, demorou 13 minutos para sermos atendidos e quando conseguimos falar com o atendente, fomos informados de que não há internet 4G no Amazonas, mas o site da Vivo informa o contrário, que é possível esse serviço, como pode?”, questionou o deputado Marcelo Ramos.
O representante da Vivo se mostrou surpreso. “Não sei nem o que falar sobre isso. Precisamos verificar essa situação porque isso não condiz com a realidade. A tecnologia 4G já funciona aqui em Manaus”, afirmou Colosino.
Colosino também foi questionado pelos problemas das constantes quedas de sinais de telefonia e atribuiu a culpa à empresa Eletrobrás Amazonas Energia.
O presidente da CPI, deputado Marcos Rotta lembrou o depoimento prestado pelo representante da Amazonas Energia, Eduardo Xerez, à CPI da Telefonia. “A empresa Eletrobrás Amazonas Energia afirmou que o sistema funciona por meio de corrente alternada e, disse ainda, que todas as operadoras têm gerador elétrico próprio. Mesmo que falte energia, segundo o representante da Eletrobrás, a telefonia funciona”, lembrou Rotta.
O representante da Vivo se comprometeu em enviar um relatório à CPI confirmando o que afirmou sobre a necessidade dos serviços de energia elétrica para o bom funcionamento da telefonia móvel.

Presença física no interior

Ainda durante a oitiva, o deputado estadual Marcos Rotta informou a Vivo sobre os questionamentos feitos nos municípios do interior por onde a CPI da Telefonia passou, principalmente sobre a falta de técnicos das operadoras. “É preciso que haja algum técnico da Vivo no interior para que os moradores desses locais, que são distantes, possam ter a quem reclamar. A quem solicitar serviços de manutenção. As reclamações da falta desse profissional tem sido constantes em todas as cidades por onde a CPI passou”, relatou Rotta. O representante da Vivo se comprometeu em atender às reivindicações.
Rotta questionou ainda sobre a instalação irregular de antenas. Na última oitiva, o representante da Semmas disse que “há muitas pendências e que a Vivo prefere pagar multas a se regularizar”.
O representante da Vivo se defendeu e falou que há necessidade desse serviço. “O protocolo é realizado, mas a demanda se faz necessária. Precisamos instalar as antenas de forma rápida para garantir atendimento aos usuários e todas estão protocoladas”, afirmou Colosino.

TIM

O representante da Tim acusou a empresa Amazonas Energia. “Durante os anos de 2012 e 2013 trocamos os bancos de bateria. Nas estações mais simples, o máximo é de duas horas até que a energia seja reestabelecida. As constantes quedas destroem os equipamentos. Não posso ter a mesma potência que tem uma subestação de energia. Precisamos, e muito, da parceria da empresa Eletrobrás Amazonas Energia”, relatou o representante da TIM.
Também foi questionado sobre a política de instalação de antenas, já que, segundo o presidente da CPI, a TIM possui 143 pendências em antenas instaladas em Manaus, desde 2011. Patrick Ferreira afirmou que a empresa está legalizada. “Temos um Termo de Ajustamento de conduta assinado com a Semmas e com a Prefeitura de Manaus. Mas temos que rever alguns documentos, por isso há pendências. Um outro problema é que a prefeitura pede o Registro de Imóveis. Isso é quase impossível porque em Manaus quase 70% dos imóveis são irregulares. Essa é uma das nossas maiores dificuldades”, afirmou Patrick Ferreira. Ele informou que pretende levar internet a cinco municípios do interior do Amazonas. São Sebastião do Uatumã, Itapiranga, Silves, Itacoatiara e Rio Preto da Eva.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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