A integração dos serviços do Facebook com o WhatsApp não deve acontecer, é o que indica Jan Koum, um dos criadores do aplicativo de mensagens de texto. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Koum explica que não há plano de integração, devido ao pequeno tamanho de sua equipe (hoje o WhatsApp possui 55 pessoas) e dá como exemplo integrações no passado que não deram certo, como Geocities, Flickr e Altavista.
O executivo que vendeu o aplicativo ao Facebook por US$ 16 bilhões afirmou também que o WhatsApp continuará operando da maneira que age – o app não guardará mensagens de seus usuários, mantendo a privacidade de seus clientes.
Jan Koum ainda revelou que ajudou na estabilização do sistema que ficou fora do ar no último sábado. O executivo ainda explica que, no futuro, poderá aumentar a anualidade do serviço hoje em US$ 0,99.
Sobre a compra
O WhatsApp, aplicativos de envio de mensagens de texto, foi comprado pelo Facebook no dia 20 de fevereiro de 2014 por US$ 16 bilhões. Com 450 milhões de usuários e um crescimento diário de 1 milhão de novos clientes diários, o aplicativo permite o envio de mensagens de texto, fotos, vídeos e áudios por celular.
O acordo, o mais alto na compra de aplicativo na história da tecnologia, prevê US$ 3 bilhões em dinheiro e outros US$ 13 bilhões em ações do Facebook. A compra do WhatsApp superou outra compra de aplicativos pelo Facebook, o Instagram foi comprado em abril de 2012 por US$ 1 bilhão.
Um dia após o WhatsApp anunciar que vai liberar ligações telefônicas entre usuários do aplicativo, o concorrente Viber contra-atacou e passa a liberar a partir desta terça-feira (25) chamadas telefônicas para qualquer telefone fixo gratuitamente.
Comprado pelo Facebook por US$ 16 bilhões, em um negócio que pode chegar a US$ 19 bilhões, o WhatsApp foi incensado pelo fundador da rede social, Mark Zuckerberg, por ter potencial de chegar a um bilhão de usuários. Os elogios parecem não ter assustado o rival, Viber, comprado no começo de fevereiro pela Rakuten por US$ 900 milhões.
“Nós queremos ser o maior aplicativo de mensagens do mundo. Essa é a nossa ambição. Se eles querem ter mais de um bilhão, a gente quer ter mais do que o um bilhão deles”, dispara Luiz Felipe Barros, diretor geral do Viber no Brasil, respondendo a Zuckerberg. Enquanto o WhatsApp possui 465 milhões de usuários, o Viber afirma ser usado por quase 400 milhões.
“Quem precisa se defender é o WhatsApp. Eles estão três anos atrasados em relação a gente, que libera ligações gratuitas entre os usuários desde o lançamento. Sabe-se lá quanto tempo eles ainda vão demorar para liberar ligação de voz para usuários de fora do WhatsApp”, afirma o executivo ao G1.
A iniciativa do Viber no Brasil é uma reação ao anúncio durante o Mobile World Congress, feito pelo cofundador e presidente-executivo do WhatsApp, Jan Koum, de que o aplicativo vai liberar chamadas telefônicas entre os usuários.
VoIP
Desde que foi lançado, o Viber permite que seus usuários façam isso gratuitamente. Em novembro, o aplicativo lançou uma nova função, chamada Viber Out, que libera também ligações telefônicas diretamente para números de telefone fixo ou de celular. Para fazer essas ligações, porém, os usuários têm de comprar créditos. O pacote de créditos mais em conta sai por US$ 5.







