Levantamento mostra peso do serviço público nos empregos no AM

Em: 27 de junho de 2019
https://www.jcam.com.br/Upload/images/Noticias/2019/1Sem/06Jun/29/trabalho%20puiblico.jpg

O setor econômico do Amazonas com maior número de estabelecimentos é o comércio, mas a atividade que mais emprega e que mais gasta com salários é a administração pública. A informação está no Cadastro Central de Empresas, divulgado nesta quarta (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com a pesquisa, que teve como base o ano de 2017, as empresas e outras organizações ativas no Estado possuíam 34.987 unidades locais, com 616.563 pessoas ocupadas, recebendo R$ 19,6 bilhões em salários e outras remunerações. O IBGE destaca que uma mesma empresa pode possuir um ou mais estabelecimentos (unidades locais). 

Em comparação com outras unidades da federação, o Amazonas ocupa a 21ª posição em número de estabelecimentos, a 19ª em termos de quantidade de pessoal e a 17ª no que se refere a remunerações. Nos três rankings, São Paulo (1.678.106 unidades, 14.857.396 pessoas e R$ 544 bilhões) e Roraima (6.831 unidades, 109.888 pessoas e R$ 4 bilhões) em último.

A atividade que engloba “comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas” contribui com a maior parte das unidades locais no Amazonas (15.991), ou cerca de 46% do total (34.897). Entre os segmentos que a compõem, o varejo ocupou o primeiro lugar (13.241 unidades e 37,9%) no ranking geral, o atacado (1.640 unidades e 4,7%) ficou em terceiro e a reparação de veículos ficou em sétimo (1.110 unidades e 3,2%). A educação também se destaca com o número de estabelecimentos de ensino (5% do total).

Em segundo lugar, despontam as atividades administrativas e serviços complementares (6,5%). Apesar da Zona Franca ser o indutor do desenvolvimento do Estado, a indústria de transformação contribui com fatia de 6,1% e está na terceira posição.

Empregos e salários

Embora a “administração pública, defesa e seguridade social” esteja na 13ª posição no número de unidades locais, a mesma atividade desponta em primeiro lugar no número de pessoas ocupadas (123 mil pessoas e 19,9%). O comércio (107 mil pessoas e 17,4%) vem em seguida, acompanhado de longe pela indústria (93 mil pessoas 15,1%).

Em relação aos subgrupos do comércio, o varejo ocupa cerca de 79.312 pessoas (12,9%), ficando na segunda posição do quadro geral. “Educação” ficou em terceiro (69.735 pessoas e 11,3%), seguida por “saúde humana” (46.435 e 7,5%). Na indústria, o destaque é o subsetor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (26.556 pessoas e 4,35%), que ficou em quinto lugar.

As classes de atividades cujos salários e outras remunerações possuem maior participação são, na ordem, administração pública, defesa e seguridade social (R$ 5,5 bilhões e 28,2%), indústrias de transformação (R$ 3,3 bilhões e 16,8%) e “educação”(R$ 2,8 bilhões e 14,2%). O comércio ficou na quarta posição, com um total de R$ 1,9 bilhão, ou 9,6% do total.

“A importância do comércio em número de unidades espalhadas é uma ocorrência normal para todos os Estados. Mas, desde 2016, a administração pública começou a liderar no número de pessoas ocupadas. Quanto ao volume de salários pagos, a virada em favor desta atividade ocorreu em 2015. É um reflexo da piora na economia os últimos anos”, avaliou o supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques.

Itacoatiara lidera

Os municípios do interior totalizaram cerca de 9.300 unidades locais, ou 26,55% dos estabelecimentos do Estado. Os destaques vieram de Itacoatiara (938), Parintins (702), Manacapuru (611), Humaitá (581) e Manicoré (479). Na outra ponta, Caapiranga (16), Atalaia do Norte (17), Amaturá (17) ficaram nas últimas posições. 

Em termos de pessoal ocupado, as unidades locais do interior amazonense mantinham responderam por 18% do total do Estado: 110.881 trabalhadores. Os municípios que se destacaram foram Itacoatiara (9.932), Tefé (6.997), Parintins (6.974), Coari (5.690) e Manacapuru (5.479). Os últimos da lista foram Amaturá (461), Japurá (473) e Itapiranga (476).

“Itacoatiara destaca-se no numero de unidades, de pessoas e de salários, embora não seja a cidade mais populosa do interior. No passado, o município contou com um segmento importante de compensados, mas isso não ocorre mais. Talvez uma maior organização do município e a presença do porto graneleiro tenham favorecido a economia”, concluiu Adjalma Nogueira Jaques.

 

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar