A Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) fecharam parceria para oferecer auxílio a empresas brasileiras com vistas a promover seus negócios no exterior. No Amazonas, os segmentos mais visados são os de produtos amazônicos nos segmentos de alimentos, bebidas e cosméticos, segundo o CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas).
O convênio pretende beneficiar mais de 1.700 firmas de todo o país em 40 ações de apoio de inserção no comércio internacional nos próximos dois anos – oito delas, até dezembro. São frentes que incluem prospecção de mercados em outros países e rodadas com compradores estrangeiros para buscar ampliar a exportação das companhias selecionadas para o projeto.
A estimativa do CIN/Fieam é contar com a participação de pelo menos 15 a 20 empresas nos eventos locais e levar representantes de quatro a cinco firmas nos eventos internacionais. Entre as oito ações previstas para este ano estão viagens a feiras internacionais, como a de Anuga na Alemanha, e a Canton Fair, em Cantão, China.
O CIN/Fieam já conseguiu a garantia de que pelo menos duas empresas locais (Frigelo e Virrosas) participarão dos eventos no país europeu, programado para ocorrer entre 5 e 8 de outubro. Especializada em bebidas e alimentos, a Feira de Anuga é a maior do mundo e conta com 7.000 expositores e boas oportunidades de negócios. É a oportunidade também para um público previsto de 160 mil pessoas, vindas de mais de cem países, conhecer as últimas tendências do segmento.
O Centro Internacional de Negócios da Fieam, contudo, ainda corre para conseguir adesões à feira de importação e exportação chinesa – que começa no dia 15 de outubro e termina em 4 de novembro – e também para Fihav (Feira Internacional de Havana), em Cuba – de 28 de outubro a 2 de novembro. Ambos os eventos são multissetoriais.
“Buscamos sempre levar o máximo de empresas. Mas, apesar de o convênio ajudar a reduzir preços de passagens e hospedagem, o custo ainda é alto, principalmente para micro e pequenas empresas, que ainda sofrem com a crise. Muitas têm dificuldade para desembolsar em torno de US$ 10 mil para uma viagem de quatro dias, por exemplo”, lamentou o gerente executivo do CIN/Fieam, Marcelo Lima.
Rodada de negócios
A pauta prevista pelo convênio entre a Apex e a CNI inclui também eventos nacionais. Conforme os organizadores, até dezembro deverão ser organizados encontros com compradores internacionais em cidades brasileiras.
“No final de novembro, devemos ter uma rodada de negócios, em um projeto itinerante, para os segmentos de alimentos e bebidas. Um grupo de empresários vai visitar Manaus, assim como Belém e capitais do Nordeste e Sudeste, para prospectar ações comerciais com empresas regionais”, informou Marcelo Lima.
No total, deverão ser investidos R$ 13 milhões nas diversas fases do convênio Apex-CNI, em todo o país. Como meta, os organizadores esperam que o conjunto de estratégias previstas para fomentar a internacionalização das firmas participantes gerem até R$ 350 milhões em novos negócios realizados entre empresas brasileiras e estrangeiras. O CIN/Fieam ainda não tem projeção para o volume de negócios no Amazonas.
De acordo com a Apex, desde 2013 mais de 4.500 empresas foram apoiadas por medidas semelhantes. Os projetos realizados resultaram em um volume de recursos de mais de US$ 2,5 bilhões.







