Todos os anos, o Economist Impact (The Economist Group) organiza discussões instigantes que geram debates e inspiram conversas além de Davos. O Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, todos os anos reúne os maiores lideres mais influentes do mundo com objetivos de enfrentar os desafios globais da atualidade e aproveitar oportunidades emergentes. Então, o Economist Impact convida os diversos lideres de países para eventos de discussões sobre desenvolvimentos de negócios, política e sociedade, que abrangem diversificados temas como AI (inteligência Artificial), questões de mudanças climáticas e ambientais, a água, o uso de combustíveis fósseis, dentre outros.
Como todos observam do alto de suas convicções ideológicas, a Ordem Econômica e a Política Global está se desgastando deveras rápido, a medida que os ‘velhos’ paradigmas estão em reanalises e se constroem novos desafios, que vão da ameaça desse caos climáticos até a ascensão do populismo rasteiro, chegando à promessa e perigo da Inteligência Artificial, tudo isso está levando o mundo a situações de risco e perigo que por outro lado se chega a um momento de imensos benefícios potenciais. Assim, se observa que à medida que o mundo enfrenta novas preocupações e oportunidades, questiona-se como empresas e governos tendem a colaborar para enfrentar tais desafios compartilhados?
Portanto, questiona-se de como os líderes empresariais e governamentais chegam a pensar sobre esse mundo em transição? Como apreciar as dificuldades e aproveitar os momentos favoráveis? A transição para a energia verde será prejudicada? O comércio global pode ser sustentado em meio a tarifas e novas moedas? Que efeito a migração terá na política nacional? Existe uma maneira de mitigar as tensões geopolíticas — e os conflitos acirrados que pontilham o mundo atual?
Por isso que o Economist Impact (The Economist Group) convida os grandes lideres mundiais para discutir prioridades para países e empresas desenvolverem resiliência, crescerem de forma sustentável e colaborarem entre fronteiras e setores para um mundo de paz e prosperidade.
No Fórum em 2024, países representando mais da metade da população mundial realizaram eleições, muitas vezes em meio a conflitos crescentes, crises climáticas e rápidas mudanças tecnológicas.
Para 2025, à medida que o mundo dá boas vindas ao novo ano que inicia, os líderes empresariais devem navegar pelos resultados dessas votações enquanto antecipam a incerteza econômica e geopolítica e buscam oportunidades em tecnologias disruptivas, observem aos acontecimentos que já foram fatos e outros que advirão em breve, como a posse de Trump nos Estados Unidos da América.
Como os líderes empresariais navegarão pela incerteza e aproveitarão oportunidades transformadoras em 2025?
Como observam os analistas internacionais, com a expectativa de inflação mais baixa para reacender a atividade empresarial e gastos recordes previstos em tecnologia da informação e inteligência artificial, 2025 pode ser um ano transformador para os negócios globais. Mas, mesmo que o ano não traga novos conflitos importantes, os existentes continuarão, e as tensões geopolíticas, incluindo possíveis novas guerras comerciais, pesarão sobre a economia global. Estima-se que o PIB global cresça apenas 2,5%, menos do que em 2024. Como os líderes empresariais estarão navegando nesses tempos turbulentos?
E, para enfrentar esses desafios globais, Economist Impact (The Economist Group) questiona: Para entender o futuro, e poder ajudar antecipar o improvável é que, como operar Liderando negócios globais por meio de turbulência e transformação?
Para melhor entender esse improvável futuro que Tom Standage, o editor do The World Ahead 2025, apresentará suas previsões para 2025, considerando questões críticas:
• Como as empresas estão se preparando para um novo governo na Casa Branca/USA?
• As emissões globais já atingiram o pico? O que isso significa para empresas e governos?
• Em um mundo de inflação em desaceleração, como empresas e consumidores podem se preparar para as difíceis escolhas econômicas que estão por vir?
• A IA foi chamada da maior aposta na história dos negócios, como essa tecnologia poderá provar seu valor em 2025?
Quanto ao Brasil, quem o representará em Davos? Pois o país será o protagonista da COP30-2025, com o governo brasileiro presidirá a próxima conferência do clima da ONU, em Belém do Pará, mesmo assim, se questiona estratégias do governo brasileiro.
A onda de críticas que aconteceu em Baku, no Azerbaijão, durante a 29ª edição da Conferência do Clima da ONU, que definiu uma nova meta de financiamento para as ações climáticas as quais serão discutidas durante a COP30. Embora mais evidente entre os brasileiros, boa parte das críticas também é compartilhada pela comunidade internacional e se concentra em três decisões-chave para o sucesso da conferência: a cidade-sede, a nova meta climática brasileira e o nome que deve presidir as negociações.
Anunciada e oficialmente entregue na COP29 em Baku, no Azerbaijão, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, a nova meta brasileira para o Acordo de Paris foi amplamente criticada por cientistas e ambientalistas do país. Detalhada em 44 páginas, a meta (chamada de NDC, sigla em inglês para contribuição nacionalmente determinada) propõe uma redução entre 850 a 1.050 megatoneladas de emissões de gases de efeito estufa. O número representa uma redução de 59% a 67% das emissões em relação ao ano de 2005. Já em relação ao ano de 2019, a redução seria de 39% a 50%.
Segundo a análise técnica do Observatório do Clima, a meta brasileira não é compatível com o objetivo de limitar o aquecimento em 1,5ºC. Para segurar esse teto, o país deveria reduzir 60% das emissões até 2035, em relação ao ano de 2019. O cálculo foi estipulado pelo IPCC – sigla em inglês para o painel científico do clima da ONU, o limite de 1,5ºC é considerado o teto seguro para evitar catástrofes irreparáveis, como o desaparecimento de cidades litorâneas e países-ilha, além de eventos extremos mais destrutivos, frequentes e imprevisíveis. O número também virou um mote de campanha para a presidência brasileira, que busca engajar os países em um clima de otimismo sob a chamada “missão 1,5” para a COP30.
Soma-se à decepção com o anúncio da NDC brasileira a falta de liderança indicada para conduzir os trabalhos da COP30. Analistas do Clima apuraram que representantes de delegações e também de agências de cooperação saíram desapontados de reuniões com representantes do governo brasileiro na COP29. Um dos interlocutores presentes em reuniões bilaterais do Brasil com delegações da COP29 afirmaram que o mundo ainda não sabe o que o Brasil pretende alcançar com a conferência COP30 e que a dúvida deixa em suspense o engajamento de parceiros internacionais.
A 30ª edição da conferência deverá marcar a revisão das metas de Paris após dez anos do acordo climático. O simbolismo promete bater o recorde de público que hoje é da COP28 – em 2022, a conferência realizada em Dubai reuniu 97 mil participantes. Belém corre para criar soluções de acomodação – de residências particulares a navios atracados – para ampliar o número de leitos disponíveis na cidade – atualmente eles são menos de 18 mil.
O receio dos participantes é que uma cidade menor reduza a participação na COP30 apenas aos diplomatas, deixando de fora empresas, movimentos sociais, universidades e ONGs que costumam se mobilizar em torno do evento.
A previsão vai de encontro com o anseio das organizações de clima de preparar marchas do clima e manifestações, já que a COP30 voltará a um país democrático após três edições seguidas em países de regimes autoritários – Egito, Emirados Árabes Unidos e Azerbaijão.
(*) Economista (UFAM), Engenheiro (UFAM), Administrador (UFAM), Mestre em Economia (FGV), Doutor em Economia (UNINI-Mx), Pesquisador Sênior (CEA), Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]















