A páginas tantas , obriga a pensar quanto o ser humano é intolerante com o lixo físico e tolerante com o lixo psíquico; é que não suporta alimentos a meio caminho espalhados pela cozinha, papéis e outros objetos dispersos pela sala ou escritório, porém suporta o lixo que acumula no território da emoção.
Ao cabo de reeditar a memória, é importante construir janelas light ao redor do núcleo traumático. Quando a janela killer não está aberta, ou seja, se está fora de uma crise de pânico, de um episódio de fobia, sem sentimento de culpa ou amor reprimido, o Eu atua discutindo e debatendo com seus fantasmas mentais, criticando e indagando o fundamento destes, enfim, dando um choque de lucidez. Desse modo, torna-se um engenheiro de janelas light ao redor do núcleo traumático. Quando entramos nesse núcleo doentio ou killer, quando construimos em sua fronteira arquivos saudáveis, o Eu facilmente retoma seu papel de autor de sua história e gestor de sua emoção.
Obriga-se a pensar que essa ferramenta poderosa é praticamente desconhecida ao redor do mundo. Ela se chama “mesa-redonda do Eu”. Um Eu que não faz uma mesa-redonda não tem um autodiálogo com os atores que controlam sua mente e, portanto, não saberá jamais dirigi-la. Todas as faculdades, não só as de psicologia, sociologia, pedagogia, bem como as escolas de ensino médio e fundamental, deveriam ensinar a ferramenta mesa-redonda do Eu a seus alunos. Por não estudá-la, a humanidade está rapidamente adoecendo no território da emoção. Vamos discutir melhor esse ponto quando estudarmos os papéis da memória como fundamento da gestão pasíquica.
Sucede, fazer a mesa-redonda do Eu /e ou editar as janelas killer no silêncio de nossa mente são técnicas vitais para sermos líderes de nós mesmos. Elas são fundamentais na psicoterapia, tanto para o tratamento de transtornos emocionais quento para sua prevenção. Cultivam oa jardins da memória e reciclam o lixo psíquico.
Em atenção às evidências, você transforma seu lixo emocional em adubo? Tem sido um jardineiro de janelas saudáveis nos solos da memória?
Desprezando as convenções tente apagar seus desafetos. Mas essa atitude heróica só fará com que eles durmam com você, namorem seu travesseiro e pertubem seu sono. Há pessoas que passam a vida toda tentando varrer da memória as violências que sofreram, os inimigos que as perturbaram , sem nenhuma eficácia. E pòr que não conseguem? Porque, quanto mais tentam, mais os cristalizam. Por não conhecerem os papéis da memória , tornam-se péssimos gestores de sua mente, frágeis heróis, incapazes de reciclar o lixo psíquico que acumulam. Na relação com pessoas que nos são íntimas, frequentemente temos a necessidade neurótica de mudá-las.
Como postura intencional, quem nunca tentou mudar alguém teimoso ou radical? Quase todos já tentamos — e nos frustramos. Ao entendermos os mecanismos mentais e as técnicas de gestão da mente, compreenderemos que a conta emocional fica mais “barata” se convivermos com as pessoas difíceis sem o compromisso ansioso de transformá-las.
Obriga a pensar que sentimentos de ódio, raiva, ciúme, inveja, exclusão e vingança tornam-se os desafetos em nossa mente em gigantes, pois estimulam o fenômeno RAM a arquivá-los como janelas killer, poluindo, em vez de reurbanizar a paisagem da memória. Ferir a quem nos feriu é um modo de perpetuar a violência e engrandecer quem não merece. Uma mnte live não é uma mente que se livra das pessoas que a ferem, mas sim uma mente que não gravita na órbita delas, uma mente que segue uma trajetória própria.
Ao cabo do comentado, a memória humana é inviolável. A não ser que haja injúria física, como um tumor cerebral ou traumatismo craniano, não é possível invadir a mente de algúem e mudá-la. É possivel, no entanto, contribuir para que ele mesmo se recicle, porém isso dependerá de outras Técnicas de Gestão da Emoção a ser estudada.
Num contrasenso, se conviver com milhares de animais, você talvez nunca sofra uma frustração sequer; mas se conviver com um único ser humano, cedo ou tarde as frustrações virão. As decepções mais profundas estão ligadas às pessoas que mais amamos, aquelas às quais nos doamos e de quem esperamos o reconhecimento, mas que, muitas vezes, nos respondem de forma reversa, com calúnia, rejeição, crítica injusta e traição. Se quiser sobreviver no teatro social, não tente deletar essas pessoas, pois elas continuarão vivas nos bastidores de sua mente, e de maneira privilegiada.
Não se isole! Não se enclausure!Não fique plugado na televisão! Dialogue, participe, troque experiências, seja um engenheiro de janelas light em sua memória, não aposente sua mente! Apesar do vonvívio com pessoas ser uma fonte de estresse, nada anima tanto a emoção e irriga tanto a cognição quanto a socialização. É melhor se perturbar com os estresses causados pelos outros do que com os fantasmas que construimos no isolamento social. Aqueles nos decepcionam, estes nos encarceram. Muitos milionários empobrecem e muitas celebridades perdem seu brilho porque não vivem minimamente essa Técnica de Gestão da Emoção.
Você já deve ter ouvido que, por trás de uma pessoa que fere, há sempre uma pessoa ferida. Ninguém faz os outros infelizes se não for ele mesmo, infeliz. E, ainda que pensemos que os outros programam seu comportamento ferino, não somos obrigados a consumir emocionalmente aquilo que não nos pertence.
Saiba que você também não é perfeito. Por mais ético, transparente e humilde que seja, você, sem que perceba, frustra seus íntimos. Por mais amável que seja, você tampouco corresponde a todas as expectativas deles. Conviver em sociedade exige gestão da emoção, e gestão da emoção exige a arte da tolerância, e a arte da tolerância exige abraçar mais e julgar menos, e não a compulsão de apagar da memória quem nos decepciona.
A saúde emocional nos convida a dançar, com a mente desengessada a valsa social. Assim irrigamos os jardins da memória, reurbanizamos a paisagem deteriorada e reciclamos o lixo que se acumula nela. Lembre-se sempre: as pessoas radicais são as mais infelizes e ansiosas no teatro social.
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É advogado (OAB/AM 436) Cursou Direito, Comunicação Social (Jornalismo), Contabilidade, Oratória, Lecionou História, Articulista.Contato: [email protected].















