Os números mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) reforçam a posição estratégica do Comércio e Serviços na economia amazonense. Em abril de 2026, o setor alcançou 390.524 empregos formais, respondendo por 68,4% de todos os vínculos existentes no estado. O resultado confirma que o segmento permanece como o principal empregador do Amazonas, concentrando mais postos de trabalho do que todos os demais setores somados.
A expansão observada ao longo dos últimos anos evidencia a consistência dessa trajetória. Entre dezembro de 2020 e abril de 2026, o estoque de empregos do Comércio e Serviços passou de 288.727 para 390.524 vínculos formais, o que corresponde a uma taxa média anual de crescimento (CAGR) de 5,16%. O desempenho é ligeiramente superior ao registrado pela Indústria e Construção, cuja taxa anual foi de 5,06%, e significativamente acima da Agropecuária, que apresentou crescimento médio de apenas 1,31%. Os números demonstram que, além de ser o maior empregador do estado, o setor também figura entre os mais dinâmicos na geração de oportunidades de trabalho ao longo do tempo.
Os dados mais recentes mostram que essa expansão continua em curso. Em abril de 2026, o estoque de empregos do Comércio e Serviços cresceu 0,4% em relação a março, passando de 388.892 para 390.524 vínculos. Na comparação com dezembro de 2025, o avanço acumulado alcança 1,3%. Embora a taxa seja moderada, ela mantém a tendência de crescimento observada desde o início do ano e contribui para a manutenção do setor em níveis historicamente elevados de ocupação formal.
Um aspecto particularmente relevante é a evolução da velocidade de crescimento. Após registrar expansão anual de 9,30% em 2022, o Comércio e Serviços apresentou taxas de 4,82% em 2023, 3,92% em 2024 e 3,30% em 2025. Isso significa que o setor continua crescendo, porém em ritmo mais moderado, característica típica de mercados que já alcançaram elevada maturidade e grande participação na economia. Ainda assim, a desaceleração recente foi menos intensa do que a observada em alguns outros segmentos. A Indústria e Construção, por exemplo, experimentaram forte perda de velocidade entre 2021 e 2023, enquanto a Agropecuária alternou períodos de expansão e retração, revelando maior volatilidade.
A análise do fluxo mensal de contratações reforça a liderança do Comércio e Serviços na geração de vagas. Em abril, o setor registrou 18.716 admissões e 17.174 desligamentos, resultando em saldo positivo de 1.542 empregos formais. Esse desempenho representou cerca de 90% de todo o saldo líquido gerado no Amazonas no período, que totalizou 1.710 novos postos de trabalho. O resultado evidencia que a expansão do emprego estadual continua fortemente dependente do dinamismo das atividades comerciais e de serviços.
Sob a ótica institucional da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), os indicadores revelam que o setor terciário permanece como o principal mecanismo de geração de renda, emprego e mobilidade econômica no estado. Sua elevada participação no mercado de trabalho, associada a uma trajetória consistente de crescimento ao longo dos últimos anos, demonstra que o fortalecimento do ambiente de negócios, o estímulo ao empreendedorismo e a ampliação da competitividade das empresas continuam sendo fatores essenciais para sustentar a expansão do emprego formal e garantir melhores perspectivas para a economia amazonense nos próximos anos.







