Esperar, analisar, combater, vencer

Em: 25 de junho de 2026

Guerra é tema e fato recorrente em todas as civilizações deste planeta, desde sempre e será assim eternamente. Alguns pacifistas brigam para que vivamos todos em paz, de mãos dadas e vendo os passarinhos voarem com delicadeza nos céus límpidos e brilhantes. Eu penso diferente, e bem diferente mesmo. Penso que se não houvesse guerra, com certeza não estaríamos aqui, pois a humanidade só se desenvolve por que existem conflitos e guerras. Lembram todos quando fomos gerados nos testículos de papai e nos disseram para nadar o mais rápido possível, senão, quem não chegasse ao útero de mamãe morreria? Pois então! Nascemos já em competição, em conflito, em guerra e disputando a vida contra a morte. Logo, guerra está em nosso DNA queiramos ou não, admitamos ou não. E será assim por algumas eternidades. Mas, vamos abordar a evolução, não da arte da guerra, mas, sim, dos meios para vencê-la. Pessoas, como eu, que gostam de ler, estudar, acompanhar e comparar, historicamente, conflitos armados de alta intensidade, vemos e confirmamos, a cada dia, como a humanidade é criativa neste campo das relações humanas. Hoje se assiste à produção diária de milhares de drones, em fundos de garagem, a custos reduzidíssimos, que destroem equipamentos caríssimos, sejam aviões ou instalações. E são furtivos e precisos. Além disso, a cibernética, que evolui assustadoramente a cada minuto, e junto com Inteligência Artificial, criam condições para que um guri de menos de duas dezenas de vida, consiga invadir sistemas bancários mundiais e cofres virtuais onde se guardam as senhas que acionam explosivos nucleares. E todos os players gastam fortunas, também diariamente, para se protegerem desses ataques, de hackers ou algo parecido. E assim, caminha a Humanidade, explorando mais e mais formas de matar os inimigos, como sempre foi, é, e será na História. E, nós, brasileiros, temos que estar conscientes que, um dia, teremos que, de novo, que entrar em guerra. E nesse momento, vamos esperar o inesperado, analisar o desconhecido e combater o invisível. Mas, quando o inimigo colocar os pés no nosso território, sentirá nossas baionetas na garganta. E vamos vencer, sim!

Carlos Alberto da Silva

Coronel do Exército, na Reserva, professor universitário, graduado em Administração e mestre em Ciências Militares
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