Participar da 322ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS) não foi apenas o cumprimento de uma agenda institucional. Representar o presidente da FIEAM, Antônio Silva, nesta ocasião, permitiu-me sentir de perto o pulsar de uma Zona Franca de Manaus (ZFM) que se renova e se reafirma como o maior projeto de desenvolvimento regional do país.
O que vimos no fim do primeiro trimestre do ano foi a prova de que a segurança jurídica e o diálogo técnico são os melhores combustíveis para o crescimento. Com uma pauta robusta de 83 projetos industriais e de serviços, aprovamos mais de R$ 1,17 bilhão em investimentos. Mas, para além dos números vultosos, o que realmente importa para nós, que vivemos o dia a dia da fábrica, é o impacto social: a previsão de 2.880 novos empregos. Cada vaga aberta é uma família amazonense que ganha dignidade e cada projeto aprovado é um voto de confiança no nosso modelo. A presença do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin trouxe o peso político necessário para mostrar que Brasília compreende a relevância estratégica da Amazônia. É fundamental que o Governo Federal esteja presente, ouvindo as demandas de quem produz sob o calor do nosso sol e os desafios da nossa logística. Somado a isso, tivemos a satisfação de participar da primeira reunião conduzida pelo novo superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro. Sua chegada marca um novo ciclo de gestão que esperamos ser pautado pela celeridade, transparência e, sobretudo, pelo fortalecimento do ambiente de negócios. Como presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus (SIAM), olho para esses 83 projetos e vejo uma janela de oportunidade. O setor de alimentos é transversal; quando a indústria eletroeletrônica ou de duas rodas cresce e gera empregos, o consumo interno se fortalece e toda a cadeia produtiva se beneficia. Precisamos entender que a ZFM não é um conjunto isolado de fábricas, mas um ecossistema vivo. No entanto, o otimismo não nos torna complacentes. Sabemos que o caminho para uma indústria forte, competitiva e sustentável exige vigilância constante sobre a carga tributária, melhorias na infraestrutura logística e investimentos em inovação. O “investimento verde” e a bioeconomia não são mais conceitos do futuro, eles já estão aqui, e os projetos aprovados mostram que estamos prontos para liderar essa transição. Saí desta reunião com a certeza de que o Sistema FIEAM e o SIAM estão no caminho certo. Ao apoiar o empreendedor e defender os interesses do setor produtivo, estamos, na verdade, defendendo o Amazonas. A união entre o setor público, liderado pela Suframa, e a iniciativa privada é o que garante que o “Made in Manaus” continue sendo sinônimo de excelência e orgulho. Seguimos firmes, trabalhando por uma indústria que não apenas produz bens, mas que produz riqueza para o nosso povo e preservação para a nossa floresta. O futuro da nossa indústria é agora, e ele é promissor.















