O país do futebol

Em: 8 de julho de 2026

Como poderíamos imaginar  que a Copa do Mundo de Futebol Masculino de 2026 seria um sucesso e uma lição para todas as nações do planeta.  Afinal os três países,   sedes da competição,  têm hábitos e costumes diferentes, os mexicanos  possuem uma torcida mais vibrante e  com presença forte nos estádios. A boa surpresa veio dos canadenses e dos norte-americanos,  os seus jogos lotaram os estádios. Jogaram com amor à camisa e ao país.

Bons tempos aqueles em que os  jogadores brasileiros  lutaram com garra  pela conquista inédita  da copa de 1958 na Suécia. Seleção imbatível com Garrincha, mestre Didi, Vavá e  Pelé ― que entraram no lugar de Mazzola e Dida ― , além de Zagallo, nosso formiguinha. E ainda os títulos de 1962, 1970, 1994 e 2002.

Nas últimas edições da Copa de Futebol,   a força dos patrocinadores invadiu os clubes e estes foram se acostumando com os cofres cheios de dinheiro,  e sem patrocínio nenhuma  equipe de futebol amador ou profissional sobrevive. E os jogadores talentosos foram desaparecendo do Brasil, é difícil resistir  às ofertas milionárias dos clubes estrangeiros.

Os jovens jogadores que foram jogar em clubes estrangeiros compraram casas, carros e artigos de luxo.  Será que o dinheiro esfriou o  amor pela camisa da seleção brasileira? É bom lembrar  que  a gratidão é a semente do bom caráter.

E os muitos  que continuam no futebol amador e em clubes de várzea brasileiros, como será o futuro deles, afinal no futebol poucos chegam ao topo e muitos chegam ao poço.

Infelizmente, nem todos amam o Brasil, mas existem muitos  jogadores  que amam a camisa do clube que defendem, notadamente os que  jogam no Brasil. Infelizmente, a maior parte dos jogadores da seleção não honram a camisa, com  exceção de Paquetá, já fora da Copa. Assim, temos uma distância entre a seleção de Ancelotti e aquela que o povo brasileiro desejava.

Alfredo Andrade

é escritor e advogado, autor do livro Página Virada - Uma leitura crítica sobre o fim da era PT
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