OS MIL NOMES

Em: 30 de setembro de 2026

Assisti por intermédio da TV católica-cristã de Aparecida, canal aberto, a ideia já parcialmente concretizada das Virgens Peregrinas. Melhor explicando: são as imagens, no caso das Virgens de Fátima (Portugal)e a de N.S. Aparecida (Brasil) imbuídas numa peregrinação Inter povos. Sabemos que a Senhora Maria é una, santa e indivisível. Mas também é a Madona dos mil nomes e invocações que o povo lhe atribuiu dado às suas necessidades espirituais ou temporais. Neste ano, já em preparativos para as centúrias de 2021 foi iniciado um intercâmbio entre a igreja europeia e a sul-americana. O santuário de Fátima e a Basílica de N. S. Aparecida tendo em vista o centenário das aparições de Maria em 1917 em Portugal (ao final da 13 Guerra Mundial) e a segunda o tricentenário do achado de N.S. da Conceição Aparecida nas águas do rio Parnaíba fazem ineditamente essa romaria atlântica. Meses atrás a Estátua da Virgem de Fátima Peregrina foi festivamente recepcionada em Aparecida. Cabe agora ao povo português receber ano que vem (2015) em seu solo e igreja-mãe a peregrinante Aparecida, padroeira do Brasil com o mesmo entusiasmo e o mesmo ardor. Isso torna palpável o caráter de unicidade de Maria. Embora tenha mil nomes. Tocou-me, por cientificar-me que não precisa de pompas, nem de brilho ou filigranas. Mas de fé. Tampouco necessita de sentimentalismo caramelizado: Este é passageiro. Paixão momentânea. Precisa sim, de sentimento. Este é perene. De nada adianta visitação de catedrais, séquitos de procissões, rosários mil, velas e promessas e flores se não se venera com sen-ti-men-to. De que ela e única embora tenha mil nomes sem isto você, não a respeita. Você usa Maria. Como se fosse sua à propriedade. Quase folclórica e de uma fé mal orientada. Fé de açúcar e confeito. “Você apenas gosta do calor do sol, porque aquece. Mas não quer acercar-se muito dele, porque ele queima”. Imitar Maria é missão. E ser partícipe de ações voluntárias a outrem na gratuidade do coração simples. Nossa faixa de Gaza – Em Manaus ela se encontra nos abismos sociais das periferias infladas pelo excesso demográfico, destituído de planejamento que tornou a cidade inviável para um viver seguro. Outra Gaza, é o território conturbado da reconstrução de nossa memória de nossas raízes religiosas. A Unesco debate essa “Memórias do Mundo” e fez com que nas últimas décadas adquirissem suma importância a Memória Histórica de grupos sociais como nós, manauenses de raízes, afetados que somos pelo cosmopolitismo descompromissado e invisibilidade cultural alienante com a Terra. Há que se reconstruir esse memorial desses “sobreviventes”. Nós diluídos na Faixa de Gaza da violência social. E bom explicar, que a Faixa de Gaza é bíblica é à época de Jesus recém-nascido era território de Herodes. Por isso que José atravessou à noite o deserto com Maria e o Menino para o exílio do Egito. Se ficasse ali até ao amanhecer para sair em caravana como era de praxe corria o grande risco deter a Criança dizimada na “Matança dos Inocentes”. Por isso que repito, a Faixa de Gaza até hoje é um local de conflitos, ainda herodiana. A nós com perfil de Jesus está com a unicidade das Senhoras Peregrinas mesmo de mil nomes cuja missão é resgatar a autoestima de seus 144 mil eleitos. Dando-lhes direitos e dignidade, e ação dos justos mesmo atravessando desertos às horas noturnas plenas de frialdade e de animais peçonhentos como escorpiões serpentes venenosas. Existe no Amazonas a devoção a Virgem dos Navegantes porque, nossos rios são nossas estradas. Também havia em Manaus antes Zona Franca (Que hoje está pendurada por um fio de esperança dos empresários utópicos), Em certas festas de aniversário a devoção a Nossa Senhora de Caná. Mãe de Deus que o povo assim a denominava. Pedindo que não faltasse vinho (comidas e doces para seus convidados) Nossa Senhora de Caná, a intercessora que conseguiu que Jesus fizesse o primeiro milagre da sua missão a própria berlinda da N.S. da Conceição, está sobre um barco evidenciando nossas estradas são os ricos. E ela a Mãe de Deus, dos mil nomes acompanhando, os seus já os dogmas de fécomo Assunção de Maria, Santíssima Trindade ( assunto extenso para outro dia ) só os de Fé tamanha são eleitos para o Alto. Os outros querem o que Cristo não pregou:AMOR, sem discriminações. Esses como Santo Agostinho dizia estão fadados a danação dos fogo eterno, que N.S de Fátima mostrou às pastorinhas. As aparições de Lurdes (França) Guadalupe (México) Fátima (S. do Rosário) em Portugal são comprovadas por toda a Igreja Católica. Verifiquem em todas as Bíblias cristãs e católicas o belo Magnificat de Maria ao falar  “O senhor Fez em mim maravilhas… e todas a gerações me chamarão de Bem Aventuradas nos mil nomes de Maria é uma só apenas a iconografia difere…

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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