Vira-latas?

Em: 12 de setembro de 2025

“O complexo de vira-lata é um termo criado pelo jornalista Nelson Rodrigues para descrever a condição de inferioridade em que o brasileiro se coloca voluntariamente em relação a outras nações, acreditando que tudo o que vem de fora é melhor. Esse complexo se manifesta como uma falta de autoestima e orgulho em relação à própria cultura, pessoas e instituições, levando a uma visão pessimista do país e uma busca incessante por validação externa.” Inicio o artigo citando uma definição que se encontra, por intermédio do Google, na internet. Mas, será isso mesmo? Será que o brasileiro se sente inferiorizado perante outras culturas e potências? Talvez sim, talvez não. Dia desses, ouvi comentários sobre o desfile militar chinês e, após ouvir aqui e ali, concluí que existe, sim, um pouco de inveja sobre o poderio militar de nações, hoje, ainda muito mais fortes. Friso o ainda se lembramos do que foi Roma, Egito, Portugal e outras culturas ao longo da História. Ou seja, nada e ninguém são eternos. Hoje, também, se escuta por aí críticas e elogios à essa confusão atual entre nosso país e os EUA.  Alguns até perguntam: e se potências asiáticas interferissem em prol de um governo alinhado a eles? Mas, de verdade, julgo ser adequado pensar que o ideal seria se nós mesmos resolvêssemos nossas intercorrências, mesmo em um ambiente complexo como a política. E nisso me sinto, também, responsável, pois, afinal, sou Eleitor, e assim como milhões de patrícios, colocamos pessoas em cargos de poder, e, em muitos casos, o arrependimento é inócuo e totalmente ineficaz. Não gostou do candidato A ou B? Tudo bem. Na próxima eleição, troque de lado, mude o voto, exerça seu poder vital de eleger, seja A ou B. E, pensando assim, eu vejo que nós, o Brasil, somos uma potência sim, pois tudo que aqui acontece, vira manchete no mundo. E, sim, temos muito do interesse mundial e somos um mercado ávido a comprar quinquilharias daqui e dali. E, o mais importante: votamos, elegemos os políticos! Isso nos torna fortes, pois não adianta um país possuir milhões de bombas atômicas se o seu povo não pode votar. Afinal, ser forte sem liberdade de expressão é ineficaz, nocivo mesmo, e apenas alimenta egos do poderosos, enquanto estiverem vivos, é claro. Por isso, neste domingo, 7 de setembro, abro a primeira cerveja, bem gelada, agradecendo aos Céus pelo privilégio de ter nascido em uma grande nação, com um povo fantástico e ter a honra de votar, de escolher, de decidir! Parabéns meu Brasil, pela nossa Independência, tão cara e à custa de sangue, muito sangue.

Carlos Alberto da Silva

Coronel do Exército, na Reserva, professor universitário, graduado em Administração e mestre em Ciências Militares
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