Um acordo internacional de cooperação técnica será firmado entre a ABC (Agência Brasileira de Cooperação), a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e a Jica (Agência de Cooperação Internacional do Japão) hoje, às 10 horas, na sala de reunião da ABC, em Brasília. A solenidade contará com a presença do diretor da ABC, Marco Farani, da superintendente da Suframa, Flávia Grosso, e do representante chefe da Jica no Brasil, Katsuhiko Haga.
O projeto de cooperação técnica denominado “Estudo para o Desenvolvimento de uma Solução Integrada relativa à Gestão de Resíduos Industriais no Pólo Industrial de Manaus” consiste em revisar as condições atuais de gestão de resíduos industriais no PIM e sistematizar os resultados em relatório que servirá de base para a formulação de um Plano Diretor, com duração de cinco anos (2011-2015), contendo propostas de melhoria do processo de gestão de resíduos industriais no parque fabril de Manaus. “O objetivo é buscar solução para os resíduos gerados pelas mais de 500 empresas instaladas atualmente no PIM e formatar um Plano Diretor que possa servir como referência para outras regiões”, afirmou a superintendente da Suframa, Flávia Grosso.
O estudo terá a duração de 18 meses e conta com a parceria da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) e Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira do Amazonas.
A superintendente da Suframa recordou que, para a concretização do projeto, houve a necessidade de um ajuste complementar ao Acordo Básico de Cooperação Técnica entre Brasil e Japão, cuja publicação no Diário Oficial da União ocorreu em 1º de agosto deste ano.
Trabalho tem consultoria
Para a realização do projeto, a Jica contratará uma empresa de consultoria, especializada no assunto, para atuar em conjunto com a equipe brasileira. Haverá ainda um Subcomitê Técnico Consultivo com a participação do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas), Semulsp (Secretaria Municipal de Limpeza Urbana), Semma (Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente) e UGPPI (Unidade de Gestão do Programa Igarapé).
Em termos de resíduos industriais, o Japão possui knowhow e tecnologia apropriada para cada situação, podendo contribuir muito na sustentabilidade da ZFM (Zona Franca de Manaus). Está previsto um orçamento aproximado de US$ 2 milhões para a execução do projeto, somente do lado japonês, que se somará às despesas do lado brasileiro.
Atualmente, o Pólo Industrial de Manaus, base de sustentação do modelo Zona Franca de Manaus, não dependente dos recursos naturais da Amazônia. Apesar de muitas empresas já tratarem os seus resíduos de maneira adequada, aquelas que não têm a sua própria estação de tratamento precisam transportá-los para outros Estados onde esse trabalho é feito, gerando um custo bastante elevado. Para minimizar essa situação, a Suframa solicitou cooperação técnica com o governo japonês com o objetivo de elaborar o plano diretor para tratamento de resíduos industriais no PIM.







