O nível de emprego com carteira assinada no Amazonas alcançou mais de 28,7 mil admissões, variação positiva de 9,62% entre janeiro e novembro no comparado ao mesmo intervalo do ano passado, percentual que representa o saldo acumulado das 182.678 admissões contra 123.963 desligamentos.
Apesar da retração de quase 10,8% no índice de empregos em relação a outubro, o resultado do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pela Setrab (Secretaria de Estado do Trabalho), destacou o mês de novembro como o terceiro melhor desempenho deste ano.
A base do estudo da Setrab chama atenção para a grande oferta de oportunidades no mercado de trabalho que o Estado uma vez mais teve no acumulado de janeiro a novembro deste ano. De acordo com o órgão, no balanço de admissões e desligamentos, 28.725 pessoas foram garantidas no mercado formal, quantidade 15% superior ao mesmo período do ano passado, quando praticamente 27 mil trabalhadores se mantiveram estabelecidos.
Nos onze primeiros meses de 2007, segundo o mesmo levantamento, quase 31 mil carteiras de trabalho foram expedidas no Amazonas, das quais 16.930 ou 54,61% representam mão-de-obra masculina. Já as mulheres marcaram definitivamente seu crescimento na economia local com a participação de 13.994 representantes que buscaram o Setrab/Sine para aquisição da carteira.
O interesse pela participação feminina no mercado de trabalho amazonense alcançou mais de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 12.052 mulheres buscaram sua carteira no órgão.
A titular da Setrab, Iranildes Gonzaga Caldas, afirmou que diante da sustentabilidade observada no processo de criação de empregos, é plenamente possível vislumbrar que o Amazonas encerrará o ano de 2007 com um dos melhores desempenhos da década na criação de emprego formal. A executiva, lembrando dados do Caged, afirmou que o mês de novembro experimentou um novo ciclo de crescimento nas taxas de empregos formais com a manutenção de 3.701 empregos no Amazonas.
Deficit de mão-de-obra em alta
A secretária Iranildes Caldas disse que o trabalhador não pode ficar alheio às variações na oferta de trabalho no último triênio. A executiva apontou que, em novembro, apesar das 1.054 vagas oferecidas pelo Sine, apenas 397 foram preenchidas, mantendo o déficit de mão-de-obra especializada no Estado do Amazonas.
Oferta de vagas
Mas apesar do saldo positivo na oferta de emprego na capital deste ano assegurado, respectivamente, pela construção civil, indústria e comércio, Iranildes Caldas lembrou a queda na oferta de vagas no setor de serviços, apontado pela executiva como o ‘calcanhar de Aquiles’ no Amazonas.
Indagado se a mão-de-obra local está suficientemente preparada para a tecnologia das indústrias do PIM (Pólo Industrial de Manaus) ou se a sobra de vagas na capital reflete as exigências cada vez maiores e fora da realidade do mercado doméstico, o superintendente adjunto da Suframa, Oldemar Iank, disse que o nível de qualificação e produtividade da mão-de-obra amazonense tem se revelado uma das melhores do mundo, não apenas do Brasil.
“O nível de nível de produtividade local pode ser comparado ao benchmarking mundial. Inclusive, em algumas empresas do PIM, esse benchmarking é maior que o da própria matriz”, acrescentou.
Cumprir metas
A expectativa da Setrab, segundo Iranildes Caldas, está em cumprir a meta prevista pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), na qual o Estado do Amazonas aparece com uma variação acumulada de empregos de 4,73%, com saldo de 14.124 mil postos de trabalho nos últimos 12 meses.
“O saldo positivo serve de incentivo para que a gente desenvolva programas de capacitação e formação de políticas de trabalho e estrutura da rede de atendimento ao trabalhador. Com isso estaremos redimensionando o mundo do trabalho formal e dando incentivo às forças produtivas no Amazonas, criando mecanismos de encaminhamento para as empresas do setor, de







