Em outubro, com ajuste sazonal, o índice de volume de vendas do comércio varejista amazonense apresentou variação de 9,37% em confronto a igual período do ano passado, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mesmo superando a média nacional de 8,8%, o crescimento foi menor que o alcançado em setembro (+11,7%).
De acordo com o coordenador de disseminação de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira, o resultado foi um dos motivos para uma variação menor no acumulado do ano, totalizada em 9,61%.
Ele ressalta que 2010 tem sido um período cheio de altos e baixos para o comércio local. Desde julho, houve pequena estabilidade no âmbito comercial, contudo, este equilíbrio foi interrompido. “Os resultados de novembro e dezembro podem ser a tábua de salvação para o comércio, se houver uma boa recuperação nestes próximos meses”, frisou.
O assessor de economia da Fecomércio/AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), José Fernando Pereira, fala que o fato de o percentual em setembro ser maior que o de outubro se deve a um ritmo natural do mercado, em virtude das compras antecipadas para o Dia das Crianças.
“Mas, ainda assim, o comércio permanece superaquecido. Tanto que já há medidas para aumentar a taxa de juros e reduzir o consumo”, analisou.
Enquanto isso, o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui os segmentos de veículos e de material de construção, ficou com crescimento de 8,8%. O representante do IBGE no Amazonas comenta que, embora seja um percentual superior ao apresentado em setembro (4,4%), foi insuficiente para incrementar o crescimento anual de 9,5% e nos últimos 12 meses (8,8%).
O presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaitano Antonaccio, explica que a retração nas vendas de outubro se deve à preocupação do consumidor com as restrições de crédito que estão sendo programadas pelo governo. “A inquietação é maior quanto ao setor de veículos”, destacou.
Atividades econômicas
Na comparação com outubro de 2009, todas as atividades obtiveram aumento no país, conforme o levantamento do IBGE. O destaque se deve ao setor de livros, jornais, revistas e papelaria que teve o maior crescimento, 15,9%.
Quanto ao Amazonas, o segmento de vestuário e calçados permaneceu em evidência. Segundo o economista da Fecomércio/AM, por maior que seja o número de lojas do ramo, não há perda de espaço na região. “Quanto mais abrem lugares para venda de vestuário, mais mercadorias deste tipo são comercializadas”, enfatizou.
Para a taxa global do varejo nacional, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumos respondeu com uma fatia de 37%, a maior contribuição do mês.
Os resultados da atividade para os acumulados em 2010 e nos últimos 12 meses foram 9,7% e 9,6%, respectivamente.Junto com o vestuário, este setor também permanece impulsionando as vendas no comércio da região.






