Arena da Amazônia tem 52% das obras concluídos

Em: 15 de fevereiro de 2013
Faltando pouco menos de 18 meses para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014, a Arena da Amazônia –palco dos jogos na cidade de Manaus – está com as obras em dia. Quem garante é a titular da Secretaria de Estado da Juventude e Lazer,Alessandra Campelo
Faltando pouco menos de 18 meses para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014, a Arena da Amazônia –palco dos jogos na cidade de Manaus – está com as obras em dia. Quem garante é a titular da Secretaria de Estado da Juventude e Lazer,Alessandra Campelo

Faltando pouco menos de 18 meses para o pontapé inicial da Copa do Mundo de 2014, a Arena da Amazônia –palco dos jogos na cidade de Manaus – está com as obras em dia. Quem garante é a titular da Secretaria de Estado da Juventude e Lazer, Alessandra Campelo. De acordo com a secretária, a obra está 52% concluída e deve continuar em ritmo acelerado.“Agora a construção está em uma fase de pré-moldados, estruturas que vem em pedaços para serem montadas, ou seja, são trabalhos que não dependem muito do clima, ao contrário da fase das fundações”, garantiu.
Sobre a polêmica envolvendo a cobertura do novo estádio, que teve o financiamento negado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Alessandra explica que o imbróglio não deve prejudicar o andamento da obra e que o Governo do Estado já busca novas formas de financiar a fabricação e montagem da estrutura.
Ela explica que a recusa aconteceu porque BNDES limita o percentual do valor da obra que poderá ser comprado de empresas estrangeiras, para valorizar a indústria nacional. O problema, ainda segundo Alessandra, é que se a cobertura fosse feita no Brasil, não ficaria pronta a tempo porque não tem tecnologia. “Mesmo assim, caso fosse possível fazer a cobertura aqui, sairia muito mais caro do que a cobertura feita fora sendo entregue em Manaus. É uma coisa ilógica”, observou. Apenas uma empresa nacional se habilitou a produzir a cobertura da arena, que será feita em aço e fibra de carbono.
Já com relação ao que será feito com o espaço após a competição, a Sejel confirma que não tem o valor exato da manutenção mensal da Arena. A idéia é terceirizar a administração do local para a realização de grandes shows, feiras e eventos. “A gente deve terceirizar uma empresa para fazer a manutenção do estádio após a Copa, porque não temos técnicos suficientes. Vamos realizar um estudo inclusive para avaliar a viabilidade econômica do estádio, de que forma nós poderemos explorá-lo”, disse Alessandra.
Outro ponto polêmico envolvendo a realização do Mundial em Manaus são os atrasos nas obras de mobilidade urbana. Contudo, mesmo com o BRT retirado da matriz da Copa e com o monotrilho emperrado, a secretária afirma que as obras vão sair do papel, não mais para os jogos, mas para a população, o que não interfere na realização das partidas em Manaus. Durante a Copa o público não terá acesso ao estádio de carro, já que o entorno do estádio, num raio de um quilômetro será fechado para a circulação de veículos.
“Vários Estados tiraram seus projetos da matriz da Copa por conta do prazo. Para nós, o mais importante da Copa é o que vai ficar. O aporte de recursos que tem sido feito no estado nesses quatro anos, talvez não fosse feito em 40 anos, se não tivesse a Copa. O BRT está tramitando na Caixa Econômica Federal, mas é responsabilidade da prefeitura. Agora, o monotrilho vai sair. Ele já passou pela fase do projeto executivo, agora tem questões relativas ao patrimônio histórico”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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