ARTIGO: Assédio nas organizações

Em: 4 de dezembro de 2012
A falta de preparo profissional e pessoal continua trazendo para as organizações prejuízos incalculáveis e o tipo de cultura da empresa pode ser a responsável por isso
A falta de preparo profissional e pessoal continua trazendo para as organizações prejuízos incalculáveis e o tipo de cultura da empresa pode ser a responsável por isso

A falta de preparo profissional e pessoal continua trazendo para as organizações prejuízos incalculáveis e o tipo de cultura da empresa pode ser a responsável por isso. Do momento da necessidade até a efetiva contratação de um funcionário muitos momentos importantes acontecem. Mas, nossa preocupação não deve acabar aqui. Precisamos também, administrar o processo de trabalho diário com as devidas metas e objetivos. Em nossas organizações temos vários problemas que fazem parte do cotidiano, todavia, os assédios sexuais e moral neste contexto é o que mais cria vulnerabilidade de difícil gerenciamento. Precisamos melhor supervisionar e monitorar os processos, as promoções e demissões de nossas organizações a fim de podermos possuir profissionais competentes e tentarmos eliminar de vez o assédio ou suas ameaças.
Desde 1960 já se falava em assedio sexual nas organizações, mas foi a partir de 1970 é que o assunto começou a ser debatido e analisado devido os prejuízos já detectados. Neste período iniciou-se a fala sobre assedio moral. No entanto, somente em 2001 é que se criou lei para o assedio sexual. Mesmo com este histórico ainda temos tal ato ocorrendo com certa freqüência atualmente nas empresas. Esta continuação prejudica consideravelmente o desempenho rentável e promissor de qualquer tipo de organização e profissional em nosso país. Não devemos imaginar que o assedio sexual e moral ocorrem pelo simples fato de pessoas de sexos opostos trabalharem juntos, pois, tal fato ocorre inclusive entre pessoas do mesmo sexo.
O assedio sexual caracteriza-se por uma ameaça, insinuação de ameaça ou hostilidade contra subordinado, com fundamentos em troca de favores sexuais. Assim, este tipo de coerção de caráter sexual quando praticado sempre será por uma pessoa em posição hierárquica superior em relação ao subordinado, normalmente, em local de trabalho o que não descarta a possibilidade de tal situação ocorrer fora dele. Enquanto que assedio moral trata-se de exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongas durante a jornada de trabalho. Como gestores devemos ser exemplo a ser seguido e estarmos preparados para buscarmos o sucesso empresarial. Imaginemos como será nosso subordinado caso praticarmos tais atos de coerção?
Precisamos ser competentes no ato de contratar pelo potencial profissional e não por troca de favores. Administrar deve ser algo pensado e planejado em busca do melhor equilíbrio trazendo como resultado a melhor rentabilidade possível, respeitando os profissionais e todos os envolvidos de modo direto e indireto. A coerção organizacional não tem espaço em nosso século. É necessário trabalharmos a penalidade e a parabenização de modo imparcial buscando o resultado esperado pela empresa, mostrando para os subordinados que seu superior deseja o melhor para todos, pois assim teremos mais facilidade para liderar.
Certamente, podemos buscar a eliminação do assedio sexual e moral em nossa organização. Podemos iniciar criando ou mudando comportamentos existentes que possam facilitar a existência de tal ato. Analisar nossos lideres deve ser feito com mais freqüência através das analises de desempenho buscando sempre um melhor equilíbrio. As justificativas das solicitações de novas contratações, substituições, promoções, punições, faltas, mudanças de setores e demissões devem ser analisadas pelo superior imediato de modo extremamente critico e analítico, buscando a real necessidade da mudança. Poderemos descobrir com isso que nossa organização, na verdade precisa mudar o líder e não os liderados. Precisamos imaginar que grandes lideres possuem grandes planejamentos realizáveis onde o assedio sexual e moral não fará parte jamais.
Vamos refletir sobre isto?

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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