Bancos têm R$ 1 bi para fomento em 2010

Em: 15 de abril de 2010
O Banco do Brasil e o Banco da Amazônia S/A vão investir quase R$ 1 bilhão em projetos de fomento para o Estado até dezembro
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O Banco do Brasil e o Banco da Amazônia S/A vão investir quase R$ 1 bilhão em projetos de fomento para o Estado até dezembro

O Banco do Brasil e o Banco da Amazônia S/A vão investir quase R$ 1 bilhão em projetos de fomento para o Estado até dezembro. O fato de Manaus ter sido escolhido uma das sub-sedes da Copa de 2014 e o potencial de projetos agro-sustentáveis na região são alguns dos motivos para o crescimento do volume aportado pelas instituições bancárias neste ano.
O superintendente regional do Banco do Brasil, José Amarildo Casagrande, anunciou investimentos de R$ 285 milhões neste ano para todo o Estado. “Só em Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar], são R$ 50 milhões investidos com juros de 1% a 2% ao ano. A gente sabe que os empreendedores precisam de créditos para modernização, acompanhamento tecnológico, além das linhas de capital de giro. Esse apoio movimenta a economia, gera empregos e melhora a qualidade de vida da população”, comemorou.
Na capital, os principais focos de investimento dos bancos são o Polo Industrial de Manaus e os setores de turismo, comércio e serviços. Já no interior, as principais áreas de investimento são serviços e agricultura familiar. O superintendente regional do Banco da Amazônia para Amazonas e Roraima, Antônio Carlos Benetti, afirmou que, em 2008, a instituição investiu R$ 25 milhões em projetos de agricultura familiar. Em 2009, o volume aplicado pelo banco no Estado saltou para R$ 52 milhões. Para 2010, a previsão é de uma injeção de capital de R$ 70 milhões. “O potencial dos projetos para agricultura familiar é crescente, por isso o aumento do volume investido”, justificou o superintendente. Os bancos entram com o crédito e instituições, como universidades, ONGs (organizações não governamentais) e secretarias municipais, estaduais e federais, oferecem apoio técnico.
Apesar dos grandes avanços, as instituições financeiras ainda precisam driblar os altos índices de inadimplência desses programas que, em alguns municípios, chega a 15%. Para combater a inadimplência, os bancos fazem campanhas para que os beneficiados procurem as agências e renegociem as dívidas. “Elaboramos algumas normas internas para trazer esses índices para níveis aceitáveis, de 3% a 5%”, ponderou Benetti.
Segundo o superintendente regional do Banco do Brasil, a captação no interior é mínima e os investimentos são bem maiores do que é captado. Para minimizar os índices, o banco conta com a parceria de universidades, ONGs e iniciativas privadas que elaboram um plano de negócio para os projetos. “Para ter retorno, as comunidades precisam de organização e crédito para investir em novas tecnologias e manter a competitividade”, destacou.
A inadimplência, na avaliação dos dirigentes ouvidos pelo Jornal do Commercio, parece não ter abatido as instituições financeiras na região Norte. Eles concordam que é preciso tempo para que as famílias agricultoras se tornem auto-suficientes e, principalmente, rentáveis.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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