BC reduz e mercado eleva projeção

Em: 1 de outubro de 2013
Estimativa do banco é que índice chegue a 5,8% em 2013, Analistas preveem 5,82%
Estimativa do banco é que índice chegue a 5,8% em 2013, Analistas preveem 5,82%

Enquanto os técnicos do BC (Banco Central) reduzem a estimativa de inflação média para este ano em 0,2 ponto percentual, investidores e analistas do mercado financeiro fazem a análise inversa e preveem uma inflação maior. O Relatório Trimestral de Inflação, divulgado ontem pelo, reduz o índice para 5,8% este ano. Em junho, a projeção era de 6%. Já o relatório Focus, aponta inflação de 5,82%, ou seja, 0,01 ponto percentual acima da projeção anterior.
Segundo o BC, para 2014, a probabilidade é que a inflação fique em 5,7%, ante 5,4% previstos anteriormente. No caso da inflação acumulada em 12 meses no final do terceiro trimestre de 2015, a estimativa é que caia para 5,5%.
As projeções do BC são do cenário de referência, com base na Selic (taxa básica de juros), no atual patamar (9% ao ano) e o dólar a R$ 2,35.
O BC também divulga estimativas do cenário de mercado, em que são usadas projeções de analistas de instituições financeiras para a taxa Selic e câmbio. Nesse caso, a inflação, este ano, deve alcançar 5,8%, a mesma do relatório de junho.
Para o próximo ano, a inflação deve ficar em 5,7%, ante 5,2% previstos anteriormente. A projeção para a inflação acumulada em 12 meses no final do terceiro trimestre de 2015 é 5,4%.
Todas as estimativas para a inflação estão acima do centro da meta que é 4,5% e têm margem de dois pontos percentuais. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação. O principal instrumento que influencia a atividade econômica e, por consequência, a inflação, é a taxa Selic. Com a alta da inflação no país, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC aumentou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, em abril, e em 0,5 ponto percentual, em maio, julho e agosto. A próxima reunião do Copom este ano será nos dias 8 e 9 de outubro.
No cenário de referência, a probabilidade de a inflação ultrapassar o limite superior da meta (6,5%) ficou em aproximadamente 17%, este ano, e em 29% para 2014. No cenário de mercado, essas projeções são, respectivamente, 14% e 31%.

Mercado

Investidores e analistas do mercado financeiro voltam a elevar a previsão para deficit em conta-corrente do Brasil (crescimento de US$ 1 bilhão) e a estimativa de inflação para este ano, que passou de 5,81% para 5,82% pelo IPCA. Por outro lado, os analistas reduziram a expectativa para o valor do dólar, que passou de R$ 2,33 para R$ 2,30 em dezembro. Os números estão no relatório Focus desta semana, divulgado pelo Banco Central.
Na avaliação do mercado, a taxa básica de juros (atualmente em 9%) deverá fechar 2013 em 9,75% ao ano, mantendo a previsão anterior. Com relação à dívida líquida do setor público, a estimativa é que fique em 34,7% em comparação ao PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todas as riquezas produzidas no país em um ano. O PIB, segundo o setor financeiro, será 2,4%, mesmo com a produção industrial caindo para 2,07%, ante os 2,1% da pesquisa anterior. A elevação dos preços administrados alcançará 1,8%, conforme o relatório.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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