CÂMBIO – Dólar fecha com alta de 0,10%, após nova intervenção do BC

Em: 31 de janeiro de 2013
O Banco Central voltou hoje a atuar no mercado de câmbio, realizando um leilão de linha de crédito em moeda estrangeira no valor de US$ 1,27 bilhão, com data de …
O Banco Central voltou hoje a atuar no mercado de câmbio, realizando um leilão de linha de crédito em moeda estrangeira no valor de US$ 1,27 bilhão, com data de ...

O Banco Central voltou hoje a atuar no mercado de câmbio, realizando um leilão de linha de crédito em moeda estrangeira no valor de US$ 1,27 bilhão, com data de recompra em abril. A última vez que o BC realizou um leilão como este foi em 28 de dezembro do ano passado.
Com este movimento, a cotação do dólar no mercado à vista -utilizado como referência para as operações do mercado- perdeu forças no final do dia e fechou a R$ 1,988 na venda, alta de 0,10% frente à cotação de ontem.
A nova atuação do BC neste mercado reflete a preocupação da autoridade em relação à forte saída de dólares do país, que tem sido muito maior do que a entrada. Foram divulgados hoje os dados da balança comercial em janeiro -até o dia 25-, mostrando que a saída de dólares do Brasil superou a entrada em US$ 2,692 bilhões.
“Ficou bastante claro que o governo está preocupado com este fluxo cambial negativo. Historicamente, os meses de janeiro costumam apresentar fluxo positivo, o que não deve acontecer esse ano”, avalia o operador de câmbio Italo Santos, da Icap do Brasil.
“O que o BC quer com esta operação é aumentar o volume de dólar no mercado à vista. Ficou clara a necessidade de aumentar a liquidez neste mercado”, explica Santos.
Já o operador José Carlos Amado, da Renascença Corretora, enfatiza o fato de que o BC atuou quando o dólar chegou próximo de R$ 2,00. “Isso me faz acreditar que o dólar deve oscilar agora entre R$ 1,98 e R$ 2,00”, diz.
Mantega
Além do leilão do BC, também pesou no mercado de câmbio a fala do ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmando que o câmbio brasileiro é flutuante. “Sempre dissemos isso. O que interessa é que o câmbio tenha estabilidade e que não haja muita volatilidade, porque isso atrapalha o exportador e o importador”, disse o ministro, voltando a enfatizar que o câmbio não é instrumento do governo para baixar preços.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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