Até o próximo dia 1º de janeiro, data da posse dos vereadores eleitos e eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus, muitas propostas deverão ser apresentadas pelos postulantes ao cargo máximo do Legislativo. Por enquanto, o único nome já confirmado na disputa pela presidência da Casa é o do petista Waldemir José. Na última segunda-feira (26) o pré-candidato do PSD, Francisco Gomes, anunciou a retirada de seu nome. Reeleito para o quinto mandato consecutivo, Gomes disputava a indicação dentro do partido, contra o atual líder da CMM, vereador Isaac Tayah. Tayah, por sua vez, declarou que permanece na briga. Além desses dois nomes, os vereadores Mário Frota (PSDB) e Wilker Barreto também demonstraram interesse pela cadeira de presidente. O Jornal do Commercio apurou as principais propostas desses parlamentares:
Vereador Waldemir José
“A primeira coisa eu diria que nós temos que trabalhar na Câmara a autonomia dos Poderes. A Câmara não tem uma estrutura autônoma (em relação ao Executivo) para pensar o município, então a Câmara acaba sendo um apêndice da prefeitura por não estarmos estruturados para discutir a municipalidade. Dos nossos 396 funcionários efetivos que, excluindo o pessoal da área jurídica, não recebem treinamento para melhorar a massa crítica para nos ajudar a pensar a cidade. Outra coisa importante que eu acho que precisa ser melhorada é a definição das prioridades. Este ano se discutiu muito que não tínhamos dinheiro para fazer CPI, que é um dos instrumentos-chave da Câmara. Como é que a Câmara não tem recursos para fiscalizar de forma mais avançada, e tem para instalar um novo painel de R$ 1 milhão? É preciso definir o que é importante e o que não é importante e isso pode ser feito através do Orçamento Participativo, que consiste em chamar os atores que formam a Câmara Municipal para definir essas prioridades. Outra questão é a nossa relação com a sociedade. A sociedade precisa definir a pauta da Câmara. Hoje, a pauta é uma prerrogativa exclusiva do presidente da Câmara. Eu penso que nós precisamos ter uma maior interação com a sociedade para votarmos o que a população considera prioridade.”
Vereador Isaac Tayah
“No aspecto geral da Casa, nós temos uma missão administrativa, que é dar transparência e divulgação de tudo o que acontece na Câmara. Estamos deixando também o projeto para um novo plenário. Hoje, qualquer discussão tem que ser feita aqui no plenário porque o outro é muito pequeno e inadequado. Todas as Casas legislativas fora do Estado –porque no interior é pior– têm um plenário anexo para que a população possa usar a Câmara ao mesmo tempo em que nós vereadores estamos usando. Caso a gente consiga voltar a se eleger continuaremos esse projeto. Outra coisa que nós queremos ter também é um canal de TV aberto. Seria interessante para a TV Câmara, mas o custeio disso é muito caro.”
Vereador Mário Frota
“Fundamentalmente (a minha proposta é) a ética na Casa. Tratar com respeito os nossos funcionários, que foram completamente abandonados pelas últimas administrações. O sistema e os equipamentos da Casa são jurássicos. São computadores do século passado, que vieram da outra sede para cá e não oferecem a menor condição de trabalho. Um vereador recebe hoje uma resma com 500 folhas de papel por mês. Eu acho que é pouco. Nós tiramos muitas cópias, faz parte do nosso trabalho e, de repente não tem mais papel. Temos que comprar fora. Nós não temos um restaurante para servir nossos funcionários. A Assembleia tem desde a época do prédio antigo. Além dessas questões há outras que eu gostaria de implementar, como a TV aberta porque, ao contrário da Assembleia, os assuntos que tratamos aqui são imediatistas e estão profundamente ligados ao dia a dia das pessoas.”
Vereador Wilker Barreto
“A principal proposta que eu vejo hoje é aproximar a Câmara Municipal e sociedade. E isso se faz com uma boa incrementação na questão da mídia. Hoje, na minha opinião, a TV Câmara não atende às expectativas do parlamento. Se você olha a grade da TV Câmara, o que menos se fala é da Câmara. Temos que ter uma TV com melhor interação com a sociedade, melhor equipada, uma Câmara mais transparente. O nosso site também não interage com a sociedade da forma que deveria e poderia interagir. Não podemos desprezar também a grande importância e contribuição das redes sociais nesse sentido. Precisamos aparelhar melhor a Câmara. Nossa internet é ruim. Não tem computador, não temos uma estrutura mínima de trabalho e isso reflete na cobrança. A sociedade hoje desconhece o potencial de trabalho que tem a Câmara. Não conhece suas leis, sua produtividade. Se nós tornamos a Câmara mais próxima da sociedade será a minha grande contribuição nesses dois anos.”







