Carijó alerta as autoridades para perigo do tráfico de drogas no Amazonas

Em: 1 de dezembro de 2010
O presidente da CMM (Câmara Municipal de Manaus), vereador Luiz Alberto Carijó (PTB), fez um alerta às autoridades amazonenses a respeito dos acontecimentos envolvendo o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro
O presidente da CMM (Câmara Municipal de Manaus), vereador Luiz Alberto Carijó (PTB), fez um alerta às autoridades amazonenses a respeito dos acontecimentos envolvendo o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro

O presidente da CMM (Câmara Municipal de Manaus), vereador Luiz Alberto Carijó (PTB), fez um alerta às autoridades amazonenses a respeito dos acontecimentos envolvendo o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro. “A forma do narcotráfico do Rio não está muito diferente do narcotráfico aqui no Amazonas”, disse Carijó, lembrando a morte de dois agentes federais durante abordagem de rotina a uma embarcação usada por traficantes no Rio Solimões.
“O que nós vimos na ocupação dos morros, lá na Vila Cruzeiro e também no Complexo do Alemão é ilustrativo não somente para o Rio de Janeiro, mas para todo o país, já que parte da criminalidade, dos membros operantes dos criminosos são exportados para outros Estados, inclusive o Amazonas”, disse o presidente.
Para Carijó, a forma do narcotráfico do Rio não está muito diferente do narcotráfico aqui no Amazonas, haja vista a forma como foram mortos os dois agentes federais – cujos corpos foram velados na Câmara Municipal -, fuzilados por armas pesadas como os fuzis “30” e “Pára-FAO”. Isso, segundo ele, demonstra a necessidade de reforçar não somente o policiamento ostensivo, mas a inteligência da polícia, como também o entendimento e a integração das forças que atuam no Estado do Amazonas. “Eu chamo a atenção disso porque é um assunto importante, e nós podemos no futuro, se a gente não tomar as medidas necessárias, ter de combater da mesma forma que o governo do Rio de Janeiro está combatendo hoje a droga”, alertou Carijó. O vereador disse que as autoridades precisam integrar a Polícia Federal, a Força de Segurança Nacional que se encontra nas fronteiras, principalmente em Tabatinga, assim como a Polícia Militar e os grupos especiais do BOPE, do Comando de Choque, da Força Raio – que são grupos que trabalham especificamente no combate ao tráfico de drogas nas nossas fronteiras. Um dos aspectos destacados pelo presidente da CMM é o fato de que vários marginais fugiram ao cerco policial no Rio de Janeiro, o que deve servir de alerta, porque eventualmente alguns desses bandidos poderão mudar de base e vir para o Amazonas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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