CAS analisa projetos de US$ 252,5 mi

Em: 15 de julho de 2016

O CAS (Conselho Administrativo da Suframa) realiza na manhã desta sexta-feira (15) a 274ª reunião ordinária. Na ocasião, serão avaliados 45 projetos industriais e de serviços, dos quais, nove são relacionados à implantação e 36 voltados a trabalhos de diversificação, ampliação e atualização. No total, as iniciativas somam investimentos estimados em US$ 252.582 milhões e fixos de US$ 83.855 milhões, com a geração de 820 postos de trabalho no PIM (Polo Industrial de Manaus) em até três anos. A reunião contará com a presença do ministro do Midc (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), Marcos Pereira. Na ocasião, também serão lançados dois programas federais desenvolvidos pelo Mdic, o Brasil Mais Produtivo e o PNCE (Plano Nacional da Cultura Exportadora).
Na avaliação do presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, a apreciação dos projetos e os valores estimados para investimentos representam a força e a atração de investimentos ao Amazonas. Porém, o empresário considera que há um longo caminho a ser percorrido até que a iniciativa se torne em uma instalação fabril.
“Os projetos existentes em pauta e os investimentos representam o poder e a atração de investimentos à nossa região para a instalação de fabricantes para atender ao mercado interno. Porém, o fato de termos projetos em pauta não quer dizer que o investimento vai acontecer. Existe uma distância entre aprovar e realizar. A execução depende da conjuntura econômica do país, das definições por parte de quem está à frente do governo”, disse. “Nossa região e o modelo ZFM (Zona Franca de Manaus) são atrativos para investidores com atendimento ao mercado interno”, completou.
O Programa Brasil Mais Produtivo, que será lançado hoje, é uma ação focada na melhoria do processo produtivo e tem como objetivo aumentar em pelo menos 20% a produtividade de cerca de três mil empresas industriais que serão atendidas em todo o país. O PNCE, por sua vez, oferece ao setor produtivo ferramentas de capacitação, consultoria e inteligência comercial com o objetivo de impulsionar a economia brasileira por meio das exportações.
De acordo com Périco, os programas são positivos para o desenvolvimento industrial. Mas, ele explica que o incentivo às exportações depende unicamente de um plano de governo voltado às comercializações estrangeiras. Ele cita a concorrência com os produtos importados como uma dificuldade para o atendimento ao mercado interno. “Não é a indústria que decide se vai exportar ou não. Mas sim toda uma conjuntura que precisa de um plano de governo para que o país se torne exportador. As empresas precisam ter competitividade, fator que demanda infraestrutura, logística portuária, energia, comunicação, entre outros fatores, para que as empresas possam competir no mercado internacional. Hoje, temos dificuldades em atender o mercado doméstico devido à concorrência com o produto estrangeiro”, disse.
As ações relacionadas ao PNCE têm sido desenvolvidas no Estado há, pelo menos, seis meses. As atividades iniciais aconteceram em janeiro deste ano, com a Suframa à frente da coordenação. Desde então, diversas atividades voltadas à disseminação da cultura exportadora foram promovidas, com destaque para a realização de cursos e capacitações técnicas, ações de sensibilização e atendimentos e consultorias a empresas locais. Como resultado desse trabalho, 72 empresas já estão sendo acompanhadas pelo PNCE no Estado, com ênfase para micros e pequenas empresas que comercializam produtos com matérias primas regionais. Entre as instituições parceiras do PNCE no Amazonas estão: a Anvisa, Banco do Brasil, Caixa Econômica, o Cide, Cieam, Correios, Faea, entre outros.
Entre os 45 projetos industriais e de serviços constantes na pauta da 274ª Reunião do CAS, 36 representam iniciativas de diversificação, ampliação e atualização no PIM. Esses projetos reforçam, principalmente, as cadeias produtivas dos segmentos eletroeletrônico (inclusive bens de informática) e alimentício. O projeto com o maior investimento da pauta é o da empresa Positivo Informática S.A., para fabricação de terminal de captura de dados, com investimento total de US$ 61.9 milhões. O segundo maior investimento é o da empresa Sagemcom Brasil Comunicações, que apresentou projeto de ampliação e atualização, no valor de US$ 47.4 milhões, para fabricação de modulador e demodulador para comunicação de dados via rede telefônica e receptor de sinal de televisão via satélite.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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