Chile busca investimento brasileiro

Em: 1 de outubro de 2015
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Com a economia mais bem avaliada da América Latina, Chile se apresenta como opção

Em meio ao atual cenário econômico, movimentos criativos em busca de alternativas para investimentos estáveis tendem a crescer no mundo dos negócios, levando empresários experientes e novos empreendedores a buscar soluções que complementem as ações já implementadas no Brasil.
Com a economia mais bem avaliada da América Latina, o Chile se apresenta como opção estável aos investidores brasileiros: mesmo diante do atual contexto da economia mundial, o país andino, que mantém o Brasil como um de seus principais parceiros comerciais, apresenta previsão de crescimento entre 2 e 2,5%, em 2015, e projeta percentual de 3,7% para 2016.
Para oferecer um ambiente de negócios atrativo e dinâmico para os investidores brasileiros, o país apresentou a Nova Política de IED (Investimento Estrangeiro Direto), que dentre outros benefícios congrega serviços, atividades, ferramentas de promoção para facilitação de investimentos e consultorias setoriais e legais para empresas recém-estabelecidas no Chile.
“Nosso objetivo é consolidar a política de investimentos estrangeiros e torná-la mais ativa para gerar melhores resultados em parceria com os novos investidores. É uma maneira efetiva e segura de proteger investimentos e se beneficiar mutuamente”, explica Pedro Asenjo, responsável pela facilitação de investimentos do CIEChile, Comitê de Investimentos Estrangeiros do Chile.
A agência que promove e incentiva a abertura de novos negócios no Chile esteve no Brasil para realizar, em parceria com o ProChile, escritório comercial do Chile, um plano de ações promocionais, composto por reuniões e eventos com empresários e empreendedores de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).
“A Nova Política de IED reflete a postura do Chile diante da importância de outros mercados. A presidente Michelle Bachelet já apontou o investimento estrangeiro como participante essencial para promover, dinamizar, diversificar e, claro, gerar valor concreto para a economia chilena”, reforça Oscar Paez, diretor do ProChile Brasil, responsável pelas relações comerciais entre os dois países.
Juntamente com a Nova Política de IED, o Chile apresenta fatores positivos para a atração de investimentos estrangeiros, como a taxa de juros estabilizada em 3% e acordos de livre comércio com 62 países; além de acordos com 25 países para evitar a dupla tributação às empresas. “Neste momento difícil para as economias latino-americanas, uma das maneiras para amenizar os impactos econômicos é, sem dúvida, intensificar as relações de negócios entre Brasil e Chile”, enfatizou Jaime Gazmuri, embaixador chileno no Brasil.

Planos de US$ 74 bi para mineração

Com 28% das reservas mundiais de Cobre, o Chile é reconhecido como o principal produtor de cobre do mundo, mas também ganha destaque como o 6º maior produtor de prata, além de ter participação na indústria de minérios, produzindo Nitratos naturais (100%), Iodo (58%) e Lítio (45%).
Diante do contexto econômico vigente, mesmo com a queda do preço do cobre, as companhias parceiras mantêm um plano de investimentos de US$ 74 bilhões que se estende até 2024.
Há, atualmente, pelo menos, 4.600 empresas fornecedoras para mineração no Chile, dentre as quais estão empresas de alcance mundial e as oportunidades de investimento são amplas, com demanda nos setores de Equipamentos e Abastecimento, Engenharia e Consultoria, Construção e Serviços de apoio à produção. Além disso, há possibilidades de fundar plataformas de exportação do Chile para outros países da região.

Infraestrutura
Buscando melhorias em sua infraestrutura, o governo chileno apresentou em 2014 o projeto “Agenda de infraestrutura, desenvolvimento e inclusão”, proposta de obras públicas no valor de US$ 28 bilhões, que visam ampliar a conectividade com mercados vizinhos e potencializar a presença de sua oferta exportadora na região, com investimento direto e através de concessões.

Energia
Na indústria de Energia do Chile, há uma busca constante pela diversificação da matriz, para incorporar novas atuações nesse mercado e estabelecer independência, eficiência e sustentabilidade energéticas.

Agência Estado

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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