Pesquisa mostrou que a confiança na economia caiu para 40,6% no terceiro trimestre
A confiança de banqueiros e empresários na economia chinesa diminuiu, segundo uma pesquisa do Banco do povo da China (PBoC, o banco central do país). Apesar dos estímulos recentes do governo, a segunda maior economia do mundo vem mostrando sinais de enfraquecimento. A pesquisa do PBoC mostrou que o índice de confiança na economia caiu para 40,6% no terceiro trimestre deste ano, um recuo de 2,8 pontos porcentuais em comparação com o segundo trimestre. Os empresários consultados afirmaram que a lucratividade das companhias diminuiu mais no terceiro trimestre.
Menos consumidores disseram na pesquisa que os preços das moradias estão muito altos, mas, ao mesmo tempo, menos disseram que planejam comprar apartamentos nos próximos três meses. A economia chinesa cresceu 7% no segundo trimestre, desempenho igual ao do primeiro trimestre, que foi o mais fraco em seis anos. Os dados mais recentes indicam uma desaceleração ainda maior no terceiro trimestre, o que vem levantando dúvidas sobre se a meta de expansão de 7% do governo será alcançada.
Fluxos de capital
Quanto ao setor financeiro, a Administração Estatal de Câmbio, órgão regulador cambial da China, afirmou nesta quarta-feira que o país deve ter grandes variações em seus fluxos de capital com o exterior no restante do ano, diante da expectativa de que aconteça uma alta na taxa de juros nos Estados Unidos e que a economia doméstica continue a desacelerar. Em relatório, o órgão regulador disse que reforçará a supervisão dos fluxos de capital e combaterá qualquer violação das leis nos mercados cambiais, para evitar riscos.
Há mais sinais de que o capital está deixando a segunda maior economia do mundo, que caminha para registrar seu pior desempenho nesse quesito em 25 anos. Em agosto, as reservas chinesas em moeda estrangeira registraram uma queda recorde, para US$ 93,9 bilhões, após o banco central desvalorizar o yuan. Para controlar a fuga de capital, Pequim lançou uma série de medidas para acompanhar esses fluxos e encorajar empresas a levar mais dinheiro ao país.
Em seu mais recente relatório, a Administração Estatal de Câmbio disse que manterá o yuan em patamar razoável e fortalecerá o gerenciamento das reservas em moeda estrangeira, para manter o valor e a segurança dos ativos. O regulador reiterou que continuará a avançar com reformas na conversibilidade da conta de capital, uma promessa antiga de Pequim. Também disse que a conta corrente nacional deve continuar a registrar um forte superavit no segundo semestre, enquanto suas contas financeira e de capital devem ter deficit.
O regulador também revisou hoje para baixo seu superavit na conta corrente no segundo trimestre, para US$ 73 bilhões, de um número preliminar de US$ 76,6 bilhões.
Nova política habitacional
A China reduziu a entrada mínima para os interessados em comprar sua primeira casa em algumas cidades, na mais recente medida para apoiar o mercado imobiliário, que desacelera no país. O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciou nesta quarta-feira a redução da entrada para esses compradores para 25% do valor do imóvel, em cidades que não estão implementando restrições à compra de várias residências.
Anteriormente, o pagamento mínimo para a primeira casa era de 30% do imóvel. Apenas as maiores cidades, como Pequim, Xangai, Shenzhen e Guangzhou, onde a demanda por investimentos segue forte, estão atualmente implementando restrições para a compra de duas ou mais casas.
O PBoC e o regulador bancário, a Comissão Regulatória Bancária da China, darão mais autonomia a autoridades bancárias provinciais, para determinar os pagamentos mínimos como entrada segundo as condições de mercado locais, acrescentou o banco central em comunicado.
As vendas no mercado imobiliário chinês, que tiveram um declínio maior que o esperado em 2014, têm melhorado desde o segundo trimestre deste ano, após o PBoC lançar mais medidas de afrouxamento monetário, entre elas cortes nas taxas de juros.







