Comércio espera R$ 44,8 milhões no Dia das Crianças

Em: 3 de outubro de 2019
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O comércio varejista de Manaus projeta um aumento de 2,3% a 5% nas vendas para o Dia das Crianças deste ano, conforme projeções da CDL-Manaus (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus) e da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas). Brinquedos são a preferência dos consumidores, que devem evitar o crédito nas compras deste ano. 

De acordo com o levantamento da CDL-Manaus, o ticket médio será de R$ 114,25, resultando em uma receita bruta de quase R$ 44,8 milhões. A maioria dos entrevistados (24,2%) pretende gastar de R$ 100,01 a R$ 150, sendo que 21,4% devem desembolsar de R$ 150,01 a R$ 200, e 20,5% anunciaram que o dispêndio não vai passar de R$ 100.

A sondagem do Ifpeam (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) aponta um valor mais alto (R$ 135), apesar do recuo em relação à média de intenção de compra da mesma data comemorativa de 2018 (R$ 160). A maioria (64%) espera gastar entre R$ 101,00 e R$ 200,00, seguidos por aqueles que devem desembolsar entre R$ 51 e R$ 100 (27,3%) e de R$ 201 a R$ 300 (2,3%). 

Na pesquisa da CDL-Manaus, 22,7% das pessoas ouvidas dizem que vão comprar brinquedos de uma forma geral, seguidos por aqueles que preferem vestuário (21,4%) e videogames (6%), que também compareceram na lista do ano passado. Entre os consumidores entrevistados pelo Ifpeam, 74% ainda não decidiram o que comprar, sendo que aqueles que já definiram o produto preferem brinquedos (15%), bicicletas (3,7%) e celulares (2,3%).

“A projeção de 2,3% já é um bom resultado, pois no ano passado esperávamos 1,9% e conseguimos crescer abaixo de 1%. Outra coisa importante detectada em nossa pesquisa é que os pais manifestaram a intenção de dar brinquedos em primeiro lugar e não roupas, como nos anos anteriores. Talvez com a melhora”, declarou o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag.

O dirigente atribui a projeção mais elevada aos recentes aumentos das contratações no mercado de trabalho local, bem como à melhora na percepção do consumidor em relação à sua situação de empregabilidade. Outro fator destacado por Assayag é a expansão no número de negócios, com a abertura de 27 lojas na capital e a consequente geração de quase 3.000 empregos.

“O resultado poderia ser melhor, se o governo estadual tivesse pagado o 13º salário. Mas, espero que os números sejam melhores e a esperança é muito grande para que tenhamos um Natal melhor também. Estamos trabalhando na área de vitrine e crediário. Esperamos que todos vão às lojas e não deixem as crianças sem brinquedo”, ponderou Ralph Assayag. 

O presidente em exercício da Fecomercio-AM, Aderson Frota se diz “muito otimista” e aposta que as vendas devem ganhar impulso de 5% ou mais neste ano. “O Dia das Crianças é a terceira data comemorativa mais importante para o comércio, perdendo apenas para o Natal e para o Dia das Mães. Tenho recebido boas notícias das lideranças do comércio do Sul e do Sudeste e acho que o momento é de retomada, se os problemas políticos não atrapalharem”, justificou. 

Fuga do crédito

Em ambos os estudos, a forma de pagamento preferencial é à vista, em detrimento dos financiamentos prazo. A amostra da CDL-Manaus aponta que as escolhas pelo cartão de débito (31,4%) e dinheiro (17,6%) respondem pela maioria (49%). Cartão de crédito parcelado (26,7%) e à vista (11,3%), juntamente com o crediário/carnê (5,8%) totalizam 43,8% das preferências, ao passo que 7,2% ainda estão indecisos.

A maioria dos consumidores ouvidos pelo Ifpeam (51,8%) escolheu o dinheiro ou débito automático como principal forma de pagamento para o período. Consumidores que preferem o cartão de crédito representam apenas 10% do total e nenhum entrevistado mencionou crediário como forma de pagamento.

“Infelizmente, o endividamento das famílias continua alto. E as quedas seguidas na taxa básica de juros da Selic não estão chegando aos bancos. Na próxima reunião da CNC [Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo], vou fazer um pleito à entidade para que esta interceda junto ao Banco Central e ao Ministério da Economia nesse sentido”, adiantou o presidente em exercício da Fecomercio-AM.

Shoppings e segurança

Entre os consumidores entrevistados para a pesquisa da CDL-Manaus, 36,9% disseram que vão fazer suas compras nos shoppings, 30,8% optaram pelo Centro, 23,1% preferem o comércio de bairro, 2% escolheram os supermercados e 1% vão usar a internet para esse fim. 

Na sondagem do Ifpeam, as preferências são o comércio local (48%), o Centro (30,5%) e os shoppings (21,5%), sendo que os fatores predominantes que justificam as escolhas são os preços (50%) – especialmente no caso do Centro (89,3%) – e a localização (38%) – principalmente no caso do comércio local (98,9%). 

“O número de consumidores que compram no comércio local e no Centro diminuiu, mas a quantidade de pessoas que frequentam os shoppings aumentou. Acredito que isso se deve ao problema da segurança. No caso do Centro, há o agravante que perto do fim da tarde, as ruas já esvaziam”, concluiu Aderson Frota. 

 

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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