Segundo a Abrinq (Associação Brasileira de Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), a participação do Amazonas nas vendas totais de brinquedos no Brasil apresentou evolução de 3% no ano passado considerado um crescimento importante. Ainda segundo a associação depois de conviver, como diversos setores, com as dificuldades do primeiro semestre, a indústria nacional voltou a produzir brinquedos a todo vapor para a Semana das Crianças.
Esse clima de otimismo também anima as fabricantes da capital que estão na expectativa de aumento nas vendas para o período.
Há doze anos, a fabricante Astro Toys Comercial de Brinquedos Ltda, é uma das que atuam no segmento na Zona Franca de Manaus. A empresa que atende todo o Brasil, detém a produção de patinetes, patins, skates, kits de segurança, além de produtos infláveis para piscina.
A Apesar da instabilidade financeira que o país está passando a Astro está com grandes expectativas para as duas datas Dia das Crianças e Natas. Quem afirma é o gestor administrativo e de produção Airton Bindá.
“Acreditamos que a redução do portfólio focando apenas nos produtos de alto giro, sejam a melhor estratégia para as vendas deste ano. Desta forma, focamos na escolha de um Portfólio totalmente voltado para as tendências do mercado garantindo assim maior satisfação dos consumidores – as crianças.
Além disso ele conta que a empresa reduziu os custos logísticos na aquisição de produtos para garantir preços melhores e mais competitivos aos clientes lojistas e ainda estão fortalecendo a nossa equipe comercial através de novas contratações para o foco nas vendas.
Uma das apostas da empresa para ajudar no volume de vendas é o Patins Quad com tema Unicórnio e Dinossauro, que veio somar a linha de produtos do mesmo tema no portfólio.
“Este modelo de patins tem se tornado uma super tendência de mercado e o nosso patins em específico, além do design atrativo para a criançada, possui um sistema de ajuste para acompanhar a criança no crescimento dos pés”, detalhou.
O presidente da Abrinq fala de uma projeção em torno de 8% de crescimento para o ano e garante que as famílias estiveram retraídas, mas desde o início de agosto as lojas voltaram a receber significativo fluxo de consumidores.
Faturamento
Embora a nível nacional a participação seja significativa, de janeiro a junho deste ano, o faturamento do setor de brinquedos registrou no PIM (Polo Industrial de Manaus) 6,7% a menos que o ano passado. Até agosto o faturamento do setor registrou pouco mais de R$ 17 milhões conforme indicadores de desempenho do PIM. No mesmo período do ano passado, o valor arrecadado em brinquedos era de mais de R$ 18 milhões.
Crescimento
De 2011 a 2018, o faturamento da indústria do brinquedo passou de R$ 3.460 bilhões para R$ 6.871 bilhões, uma fotografia de contínuo crescimento em oito anos. Mantidas as variáveis atuais, prevê Synésio Costa, o crescimento deste ano pode ficar entre 7% e 10%.
De acordo com a estatística anual da Abrinq, a sazonalidade das vendas ao longo de 2018 permaneceu semelhante aos anos anteriores, concentradas nos meses de agosto, setembro e novembro.
O número de empregos diretos e indiretos no ano teve aumento de 161 postos de trabalho, destacando-se o aumento das vagas com carteira assinada e a ligeira diminuição das terceirizadas.
Para 23% dos fabricantes, 2019 será um ano ótimo, enquanto 67% deles esperam ser bom, 7% regular e 3% ruim.
O número de brinquedos lançados em 2018 foi de 1.385, um pouco a mais que em 2017 (1.309). Curiosamente, a faixa de brinquedos de preço acima de R$ 100,00 passou de 14,9% em 2017 para 16,5% ano passado.
As faixas de brinquedos com preço entre R$ 20 e R$ 100 tiveram redução. Brinquedos a partir de R$ 10 e entre R$ 11 e R$ 20 também ganharam participação.
Registraram crescimento nas vendas brinquedos de atividades intelectuais, criatividade, atividades físicas e mundo técnico. As vendas por linhas de brinquedos continuam mostrando predominância das bonecas e bonecos nas vendas, com 19,2%, contra 18,9% em 2017.
“Ao longo de 80 anos de história o setor de brinquedos no Brasil mostra que é possível seguir existindo e crescendo, em que pesem os efeitos das políticas econômicas”, diz Synésio Batista da Costa.







