Comércio sente reflexos da crise econômica mundial

Em: 22 de agosto de 2011
Ao contrário das indústrias do PIM (Polo Industrial de Manaus), que não devem ter agravamento da crise internacional de acordo com seus dirigentes, o comércio da região já sente os primeiros reflexos da instabilidade mundial
Ao contrário das indústrias do PIM (Polo Industrial de Manaus), que não devem ter agravamento da crise internacional de acordo com seus dirigentes, o comércio da região já sente os primeiros reflexos da instabilidade mundial

Ao contrário das indústrias do PIM (Polo Industrial de Manaus), que não devem ter agravamento da crise internacional de acordo com seus dirigentes, o comércio da região já sente os primeiros reflexos da instabilidade mundial.
Embora não signifique uma recessão do mercado local, o cenário não está muito favorável, segundo declaração do vice-presidente da Fecomércio (Federação do Comércio do Amazonas), Aderson Frota. “Já tivemos um crescimento menor como prova disso”, destacou.
Pesquisa mais recente da Federação mostra que o setor varejista fechou junho com queda de 3,21% nas vendas brutas, em comparação a maio. Consequentemente, o faturamento anotado expôs uma variação negativa de 3,74%.
Na época, Frota avaliou que, apesar da situação ainda ser estável, havia necessidade de se preocupar com o futuro do segmento, ainda mais com a queda na produção industrial, cujo índice foi o segundo mais baixo no sexto mês do ano, quando comparado ao mês imediatamente anterior (-3,7%), de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Por sinal, em virtude do menor ritmo de expansão das vendas varejistas, das operações de crédito e da fabricação industrial, a economia da região Norte tem apresentado moderação, segundo o Boletim Regional divulgado pelo BC (Banco Central). De acordo com a análise, o decréscimo da economia brasileira permanece sob influência do cenário exterior.
Em virtude disso, o levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra que a confiança dos empresários atingiu 56,4 pontos em agosto, 3,2 pontos abaixo da média histórica de 59,6 pontos. De acordo com o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaitano Antonaccio, a pesquisa também reflete a situação local, que tem registrado uma queda no consumo, “acautelando os comerciantes”.
O estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre a situação do Brasil frente a crise determina que “é uma oportunidade para suavizar a política monetária”, com a redução da taxa Selic, atualmente estabelecida em 12,50% ao ano. Segundo o Instituto, a inflação não parece ser mais um problema e a queda nos juros básicos seria uma forma de estimular a demanda.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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