Concessão de crédito começa a cair em abril

Em: 12 de maio de 2011
Após o aumento de 1% em março na comparação com o mês anterior, os financiamentos de veículos para pessoas físicas dão sinais de que estão em queda
Após o aumento de 1% em março na comparação com o mês anterior, os financiamentos de veículos para pessoas físicas dão sinais de que estão em queda

Após o aumento de 1% em março na comparação com o mês anterior, os financiamentos de veículos para pessoas físicas dão sinais de que estão em queda. Nos nove primeiros dias de maio, os emplacamentos de veículos em todo o país caíram 5% comparativamente ao mesmo período de abril, o que, de acordo com a Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), não ocorria desde a crise internacional, considerando o mesmo número de dias úteis.
O presidente da entidade, Décio Carbonari de Almeida, afirmou que a desaceleração começou em abril e prevê que, mantido o ritmo, o crédito deve cair em setembro para um crescimento anual de 15%. O gerente executivo de risco do Banco Volkswagen, Thierry Roland Soret, confirmou que o volume de contratos de financiamento de abril ficou 11% abaixo do projetado pela instituição. No primeiro trimestre, a carteira de crédito do banco avançou 3%. “Os números já mostram o impacto das medidas, principalmente a partir de abril”, afirmou, referindo-se às medidas macroprudenciais do governo federal, implementadas em dezembro, e as sucessivas elevações dos juros.
O banco aguarda em maio a revisão da estimativa de vendas da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), atualmente em 4,20% considerando automóveis e comerciais leves, para rever sua projeção para o ano. Carbonari de Almeida afirmou que o impacto das medidas do governo foi amortizado até o primeiro trimestre por clientes que já haviam decidido comprar um carro e que fizeram um esforço adicional para dar uma entrada maior ou decidiram comprar um veículo mais barato.
Segundo ele, as vendas para frotistas também puxaram os dados para cima, uma vez que as empresas não foram afetadas pelo aumento da alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre os financiamentos. “Mas, a partir de abril, ficou mais claro que os clientes com renda menor deixaram de ter o acesso ao crédito que tinham até novembro. Atualmente, vemos esse cenário com mais clareza ainda”, afirmou.

Renda baixa

O presidente da Anef disse que dados como as vendas médias diárias e a quantidade de propostas de crédito que chegam às mesas dos bancos caíram nas últimas semanas com o afastamento dos clientes de renda mais baixa. “A percepção de queda no movimento é generalizada entre colegas das associação de bancos de montadoras. O movimento também já caiu muito nas concessionárias de veículos”, afirmou.
A Anef aguarda apenas a revisão das projeções de vendas e produção da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) para ajustar suas previsões para baixo. A estimativa da Anef para o crescimento da carteira de crédito para financiamento de veículos neste ano é de 10%. No ano passado, o crescimento foi de 20% na comparação com 2009.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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