CPI dos Transportes na Câmara não vinga e é adiada para 2011

Em: 17 de novembro de 2010
Segundo Carijó, não existe tempo hábil para instalar a CPI para averiguar o problema do transporte em Manaus, este ano. A proposta da comissão foi feita em fevereiro passado
Segundo Carijó, não existe tempo hábil para instalar a CPI para averiguar o problema do transporte em Manaus, este ano. A proposta da comissão foi feita em fevereiro passado

O presidente da CMM (Câmara Municipal de Manaus), Luiz Alberto Carijó, afirmou ontem que não existe tempo hábil para a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Transportes – proposta feita em fevereiro deste ano pelos vereadores: Hissa Abrão (PPS), Mário Frota (PDT) e Ademar Bandeira (PT) – e que a instalação da comissão deverá ficar para 2011.
A proposta está sendo analisada pelo Tribunal de Justiça do Estado e tem como principal objetivo elucidar supostas irregularidades no Sistema de Transporte Coletivo de Manaus.
Segundo Carijó, a Casa ainda não foi informada de nenhuma decisão judicial e mesmo que receba alguma informação não irá precipitar os trabalhos, que de acordo com ele deverão ser feitos pela futura Mesa Diretora que junto às novas comissões assumirão o próximo biênio.
“Ainda não fomos informados de nenhuma decisão judicial sobre o assunto, já que ele está nas mãos do TJ do Estado. Mesmo que até segunda não sejamos acionados, discutiremos o caso no plenário e acredito que será um consenso não iniciar os trabalhos de investigação este ano”, ressaltou.
“Não estamos em um momento oportuno. Seria uma total irresponsabilidade iniciar uma CPI no fim do ano, isso comprometeria a qualidade dos trabalhos”, analisou.

CPI já está em andamento

Hoje tramita na Casa a CPI dos Combustíveis, que assim como a dos Transportes encontrou muitos obstáculos para vingar. Adiada por conta do período eleitoral, ela só retomou suas atividades na semana passada.
Criada em agosto deste ano, tem como principal objetivo entender o funcionamento do mercado de combustível em Manaus, desde a compra feita pela distribuidora na refinaria até a venda nas bombas dos postos.
Além de constatar quais os motivos dos reajustes constantes nos preços, mesmo sem qualquer anúncio de aumento do produto nas refinarias da Petrobras.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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