No ano recorde da geração de emprego formal, os gastos com pagamento de seguro-desemprego também registraram o maior valor da história, segundo reportagem da Folha (íntegra do texto exclusivo para assinantes do jornal ou do UOL) de ontem. Em 2007, a despesa com o benefício atingiu R$ 12,495 bilhões, o que representa alta de 21% em relação a 2006.
De acordo com as informações do Ministério do Trabalho, 6,052 milhões de trabalhadores foram beneficiados no ano passado com o seguro. Em 2006, foram 5,742 milhões de pessoas. A maioria delas teve média salarial de até três salários mínimos (R$ 1.140), era do sexo masculino e tinha idade entre 25 e 39 anos.
Houve concentração do pagamento entre trabalhadores com segundo grau completo. Em 2007, o valor médio pago aos trabalhadores foi 1,3 salário mínimo (R$ 494). Em proporção do salário mínimo, esse foi o menor índice dos últimos anos. A média paga desde 2000 foi 1,39 salário mínimo. Uma justificativa para isso, é a política de aumento real do salário mínimo.
O aumento nos gastos com o seguro-desemprego está estreitamente ligado ao crescimento do mercado de trabalho formal. Como o Brasil é um país com alto índice de rotatividade da mão-de-obra, o elevado saldo de contratações significa que um número expressivo de trabalhadores entrou no mercado formal.






