Crise deixa consumidor mais cauteloso

Em: 14 de novembro de 2008
As compras de fim de ano das classes C e D não deverão sofrer grandes mudanças por causa da crise financeira internacional, exceto pela opção por presentes mais baratos e que serão dados a um menor número de pessoas
As compras de fim de ano das classes C e D não deverão sofrer grandes mudanças por causa da crise financeira internacional, exceto pela opção por presentes mais baratos e que serão dados a um menor número de pessoas

As compras de fim de ano das classes C e D não deverão sofrer grandes mudanças por causa da crise financeira internacional, exceto pela opção por presentes mais baratos e que serão dados a um menor número de pessoas. A ­classe C tem renda entre R$ 1.213 e R$ 3.033 e a D, entre R$ 697 e R$ 1.213.
No primeiro bimestre do ano que vem, entretanto, o comportamento dos consumidores já deverá seguir estratégias contra o impacto da redução econômica, como a diminuição do uso de cartões de crédito e de celulares e do consumo de energia elétrica, entre outros serviços públicos, como forma de pagar menos tarifas.
As informações constam da pesquisa “Retrato da Crise”, que ouviu 1.720 pessoas em sete países latino-americanos: Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, México e Panamá. O resultado foi divulgado no último dia 12 em São Paulo, pelo vice-presidente de Planejamento da McCann Erickson Brasil, Aloísio Pinto. No Brasil foram entrevistadas 618 pessoas.
De acordo com Aloísio Pinto, o objetivo do levantamento foi antecipar como será o comportamento do consumidor nos próximos meses. Ele disse que algumas mudanças já são percebidas, como o adiamento da compra de veículos, eletrodomésticos e imóveis e de reformas na casa.
Observamos que, nas intenções de compra, não se pretende alterar o consumo de alimentos e de produtos de higiene e limpeza, nem de educação.
No que se refere a alimentação, ressaltou o executivo, isso não deve ser visto apenas como uma questão de sobrevivência, mas sim de que a pessoa bem alimentada é mais capaz de trabalhar e gerar mais renda.
A pesquisa, realizada de 25 a 31 de outubro, ouviu homens (49%) e mulheres (51%) com idades entre 25 e 60 anos, sendo 50% de pessoas das classes C e 50% da D. Do total de entrevistados, 85% declararam que, atualmente, a vida varia entre regular e boa.
Ao comparar o momento atual com a vida que tinham três meses antes, a maioria (58%) dos entrevistados respondeu que a situação piorou, 25% disseram que nada mudou e 17%, que houve uma melhora. Segundo o levantamento, 42,7% das pessoas acham que as condições do país pioraram, 37% disseram que tudo está igual e 20,3% falaram em melhorias.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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