Custo da construção civil no Amazonas recua em fevereiro

Em: 13 de março de 2020
Amazonas recuou 0,07% na passagem de janeiro para fevereiro, na contramão da média nacional (+0,25%)
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Amazonas recuou 0,07% na passagem de janeiro para fevereiro, na contramão da média nacional (+0,25%)

Depois perder força na virada do ano, o INCC (Índice Nacional de Construção Civil) do Amazonas recuou 0,07% na passagem de janeiro para fevereiro, na contramão da média nacional (+0,25%), que seguiu novamente trajetória de alta. O valor do metro quadrado no Estado desceu de R$ 1.145,69 para 1.144,89, sendo R$ 633,27 relativos a materiais e R$ 511,62 oriundos da mão-de-obra.

Enquanto o passivo da força de trabalho permaneceu estável no setor pelo segundo mês seguido, os dispêndios relativos a insumos para a atividade recuaram na comparação com o mês anterior (R$ 634,07). Os dados estão na mais recente pesquisa do IBGE/ Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil).

O pequeno decréscimo situou o custo da construção civil do Amazonas em um patamar bem abaixo da inflação oficial do período. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) pontuou 0,25% em fevereiro – a menor taxa para os meses de fevereiro desde 2000 –, conforme divulgado pelo mesmo IBGE. Em 12 meses, o indicador acumulou 4,01% de alta – abaixo do custo acumulado da construção civil amazonense no mesmo período (+5,42%). 

O aumento comparativamente menor de janeiro fez o Estado cair do 20º para o 24º lugar no ranking nacional de maiores custos da atividade. Bahia (+0,57%), Espírito Santo (+0,54%) e Mato Grosso do Sul (+0,48%) ocuparam os primeiros lugares. Em sentido inverso, Distrito Federal (-0,25%), Amapá (-0,11%) e Roraima (-0,10%) ficaram no fim de uma lista com cinco resultados negativos.

Abaixo da média

O custo por metro quadrado no Amazonas segue abaixo da média nacional (R$ 1.165,13). Assim como nos meses anteriores, o Estado voltou a ficar em 14º lugar entre os maiores valores. Santa Catarina segue na primeira posição (R$ 1.335,54), seguida por Acre (R$ 1.295,80) e Rio de Janeiro (R$ 1.292,22). Os menores custos foram para Sergipe (R$ 1.002,55), Rio Grande do Norte (R$ 1.041,98) e Pernambuco (R$ 1.046,09).

O custo de mão-de-obra do Amazonas permanece inferior à média nacional (R$ 552,52), segurando o Estado na 15ª posição do ranking. Santa Catarina (R$ 690,39) ocupou o primeiro lugar, seguido de Rio de Janeiro (R$ 665,22) e São Paulo (R$ 637,22). Em contraste, Rio Grande do Norte (R$ 457,45), Sergipe (R$ 457,49) e Ceará (R$ 468,72) ficaram com os valores mais baixos.

Diferente do ocorrido nos meses anteriores, o custo de material puxou os números para baixo. Ainda assim, o Amazonas ficou bem acima da média nacional (R$ 612,61), elevando o Estado do décimo para o 12º lugar entre os maiores valores no Brasil. Acre (R$ 723,83), Distrito Federal (R$ 683,47) e Rondônia (R$ 679,62) encabeçaram a lista. Os menores valores foram para Sergipe (R$ 545,06), Espírito Santo (R$ 550,61) e Paraná (R$ 563).

“Os números do custo da construção em fevereiro demonstram uma estabilidade nos preços. E estamos justamente em uma época de baixa sazonalidade da atividade. Chuvas e Carnaval não combinam com construção. É um dado que favorece aqueles que estão construindo nessa época”, assinalou o supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, ao Jornal do Commercio.

“Tipo econômico”

O presidente do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Frank Souza, lembra que o fato de não haver variação no custo da mão de obra é normal, dado que o dissídio dos trabalhadores ocorre apenas em meados do ano. O dirigente acrescenta ainda que em torno de 90% dos imóveis construídos no Estado são do tipo econômico e, portanto, demandam matérias mais baratos. O que encarece mesmo, segundo Souza, é o frete.

“Temos também uma tributação que ajuda na questão das isenções e o preço do material talvez não fique tão caro. E há a variação do valor, segundo a fase da obra. Inclusive esse período chuvoso faz com que muito material mais caro, de áreas externas, não consiga ser aplicado e acaba dando uma diferença na cesta. Mas, no geral, estamos dentro da média. Você pode observar uma constante de valores, mesmo em relação ao resto do país”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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