Dólar e juros elevam déficit para R$ 1,335 trilhão em setembro

Em: 22 de outubro de 2008
A alta do dólar e os juros provocaram um aumento da dívida pública no mês de setembro. A dívida pública federal cresceu 1,18% no mês passado e chegou a R$ 1,335 trilhão, segundo dados do Tesouro Nacional divulgados ontem
A alta do dólar e os juros provocaram um aumento da dívida pública no mês de setembro. A dívida pública federal cresceu 1,18% no mês passado e chegou a R$ 1,335 trilhão, segundo dados do Tesouro Nacional divulgados ontem

A alta do dólar e os juros provocaram um aumento da dívida pública no mês de setembro. A dívida pública federal cresceu 1,18% no mês passado e chegou a R$ 1,335 trilhão, segundo dados do Tesouro Nacional divulgados ontem. Foi o segundo mês consecutivo de alta.
O PAF (Plano Anual de Financiamento do governo federal ) prevê que a dívida pública federal irá fechar este ano entre R$ 1,36 trilhão e R$ 1,42 trilhão.
A dívida pública interna, que representa 91,7% da dívida total, aumentou 0,13%, para R$ 1,224 trilhão. Já a dívida federal externa cresceu 14,6%, para R$ 110,4 bilhões (US$ 57.7 bilhões), por causa da desvalorização do real em relação às outras moedas.
O custo médio da dívida total passou de 11,95% ao ano em agosto para 13,44% a.a. em setembro, devido à alta do dólar. Na dívida interna, o custo subiu menos, pois é pequena a parcela devida nessa moeda estrangeira. Já na dívida externa, a valorização de 17,13% do dólar no mês passado elevou o custo para 16,72% ao ano.
Os juros também tiveram impacto na dívida. Segundo o Tesouro, aconteceu um resgate líquido (diferença entre títulos emitidos e resgatados) de R$ 13,9 bilhões no mês, o que ajudou a reduzir a dívida. Os juros, no entanto, tiveram um impacto ainda maior, de R$ 29,5 bilhões. Apesar do aumento, a dívida está praticamente estável no acumulado do ano. Em dezembro, estava em R$ 1,333 trilhão.

Taxa Selic

O volume de títulos em poder público com vencimento em até 12 meses subiu de 23,44% para 24,68%. O prazo médio da dívida passou de 42,66 meses para 42,72 meses (a meta para o ano é ficar entre 42 meses e 46 meses).
A parcela de títulos indexados à taxa Selic passou de 36,89% para 35,74%. A parcela dos títulos remunerados por índices de preços, por sua vez, subiu de 29,12% para 29,45%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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