Ecoturismo no Tupé

Em: 10 de novembro de 2007
De acordo com a Embratur, o ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável
De acordo com a Embratur, o ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável

Ultimamente, grande parte das agências de turismo oferece como opção de laser à população o denominado Ecoturismo. Esta modalidade de turismo recebe outras denominações, como a de turismo ecológico, ou ainda a de turismo responsável.

De acordo com a Embratur, o ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista atra­vés da interpretação do ambiente, promovendo o bem estar das populações envolvidas. Assim, o ecoturismo se di­ferencia do turismo convencional (pre­datório) por ser um turismo res­ponsável, pelo menos teoricamente. Embora o ecoturismo possua um discurso relacionado ao desenvolvimento econômico social de forma sustentável, não se pode afirmar que este discurso ultrapasse a teoria e seja facilmente observado na prática.

O Amazonas está no roteiro do Ecoturismo mundial. Os turistas vêm de todo lugar do mundo: Europa, Ásia, Estados Unidos. Todos com um objetivo comum: entrar em contato com a natureza. Entretanto, este contato tem se mostrado prejudicial tanto ao meio ambiente, como às comunidades locais. Por exemplo, pode-se citar a comunidade de São João do Tupé, que está inserida dentro da RDS (Reserva de Desenvolvimento Sustentável) do Tupé, juntamente com outras cinco comunidades: Nossa Senhora do Livra mento, Julião, Tatulândia, Agrovila e Colônia Central. A reserva situa-se geograficamente em uma zona rural do mu­nicípio de Manaus às margens do rio Negro, no Amazonas, há aproxima­damente 25km do centro urbano da cidade e devido à facilidade de acesso, a comunidade de São João do Tupé passou a sofrer forte pressão humana. Mas, a sua inserção dentro de uma RDS impõe restrições sobre ás atividades que podem gerar “benefícios” econômicos e ao mesmo tempo podem causar uma degradação cultural e ambiental. Por este motivo, o ecoturismo vem surgindo como uma “alternativa” para o “desen­vol­­­­vimento econômico sustentável”.

Na praia no Tupé vivencia-se um turis mo ecologicamente irresponsável, onde a ocupação desordenada, aliada à falta de educação ambiental e ausência de fiscalização adequada pelo poder público acarreta a intensificação dos desmatamentos, principalmente para construção de casas usadas para o lazer nos finais de semana, queimadas, erosão, poluição hídrica, poluição sonora e degradação ambiental. Como forma de compensar e minimizar os danos ambientais, a Manaustur, com o apoio da Semma deu início em março de 2007, o Plano de Desenvolvimento Turístico para a comunidade de São João do Lago do Tupé, que visa à “transformação” do local, especificamente a Praia do Tupé, em um novo destino turístico para a população, otimizando suas vantagens competitivas e promo vendo uma atividade sustentável, com o objetivo de ampliar as oportunidades econômicas, propiciando benefícios para a comunidade local. Além deste projeto, estão em desenvolvimento o Plano de Regulamento de Uso da Praia do Tupé, as oficinas de Educação Ambiental para permissionários, o curso de inglês básico para o atendimento ao turista, cujos objetivos principais são a melhoria na prestação dos serviços turísticos e a conscientização dos visitantes do local.

Desenvolver e pôr em prática o Plano de Desenvolvimento Turístico no Tupé é tão importante para a população que vive do ecoturismo, como para os visitantes, na medida em que este plano contempla a educação ambiental sequenciada, ou seja, educa-se o permissionário/barraqueiro e este retransmite as informações para os visitantes, além de cobrar-lhes respeito à natureza. De acordo como o caput do artigo 225 da Constituição Federal, compete ao Es­­­­­tado e à coletividade o dever de defen­der e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações, porém, o que temos visto na prática são ações isoladas da sociedade civil pró-meio ambiente, porém, sem apoio técnico e financeiros, estas ações são insuficientes para que se consiga efetivar o

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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