Ao mesmo tempo em que faz malabarismos para manter abertas as possibilidades de apoio tanto ao padrinho José Serra (PSDB) como ao petista Fernando Haddad na eleição para a Prefeitura de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) está cada vez mais próximo do presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a quem trata, agora, como “meu líder”.
“Hoje estou aqui diante do grande líder do PSB, parceiro do PSD, meu líder Eduardo Campos”, afirmou, em entrevista esta semana.
“No plano nacional, Eduardo Campos é a grande liderança da nova geração e eu tenho a tranquilidade de confiar a ele minha condição de liderado.”
Kassab prometeu retornar a Pernambuco em março para a festa de comemoração da consolidação do PSD estadual que, adiantou ele, estará alinhado ao governador, seja qual for a sua decisão em relação à eleição da capital. O prefeito voltou a afirmar seu apoio incondicional a José Serra se ele decidir disputar a prefeitura de São Paulo. Assegurou que o apoio não será a contragosto – diante das movimentações para uma aliança com o ex-ministro Haddad, negociadas pelo ex-presidente Lula com apoio de Campos. Mas deixou claro que se Serra não estiver na disputa, é concreta a possibilidade de apoio ao candidato do PT. “Os dois partidos examinam isso”, disse.
O senador Humberto Costa (PT-PE) pontuou: “Lula quer, Haddad quer, uma parte do PT quer, mas também uma grande parte do PT não quer essa coligação”. Ele defende que o partido avalie se uma aliança com Kassab irá comprometer o discurso petista, se a parceria vai somar ou não.
Discreto, Eduardo Campos lembrou que o PSB e o PSD integram um bloco no Congresso da base aliada da presidente Dilma que já apresentou resultados positivos em votações no Congresso, a exemplo da prorrogação da DRU (Desvinculação de Receita da União).
PSD pede liminar para barrar divisão de cargos
O PSD deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal para ter direito ao comando de duas comissões na Câmara dos Deputados. Na semana passada, o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), decidiu que o partido não tem os mesmos direitos das demais siglas na escolha de presidentes das comissões.
A intenção da legenda do prefeito Gilberto Kassab é conseguir no STF uma liminar em mandado de segurança que paralise qualquer decisão em relação às comissões. Maia marcou para o dia 29 uma reunião com os demais partidos para dividir as presidências das comissões permanentes.
A expectativa dos dirigentes da sigla é que a decisão sobre as comissões estimule o STF a adotar uma postura definitiva sobre o PSD.
Também está pendente no Supremo o questionamento do partido sobre aumentar sua participação na divisão dos recursos financeiros do Fundo Partidário.







