Embate sobre água longe do final

Em: 5 de abril de 2013
Prefeito Arthur Neto procura ‘brecha legal’ para romper contrato com a Manaus Ambiental, mas direção da empresa minimiza questão
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Prefeito Arthur Neto procura ‘brecha legal’ para romper contrato com a Manaus Ambiental, mas direção da empresa minimiza questão

A ameaça de rompimento do contrato de concessão entre a Prefeitura Municipal de Manaus e a empresa Manaus Ambiental foi minimizada ontem pelo diretor presidente da concessionária, Alexandre Bianchini. O empresário disse desconhecer a intenção da prefeitura em romper o atual contrato que contempla data de término renovada para 2045 através de aditivos assinado pelo ex-prefeito.
“Estamos fazendo de tudo para atender as exigências do prefeito. A gente precisa dar uma resposta efetiva para resolver esse problema”, reconheceu Bianchini.
De acordo com o diretor técnico da Manaus Ambiental, Arlindo Sales a empresa vem acompanhando notícias sobre o posicionamento da prefeitura apenas pela imprensa. “Oficialmente em nenhum momento a prefeitura oficializou alguma demanda para a concessionária, e estamos abertos para discussão”, afirma em entrevista ao Jornal do Commercio, durante audiência pública realizada ontem, no Plenário Adriano Jorge, sede da Câmara Municipal de Manaus.
Segundo Sales a empresa vem executando o trabalho firmado em contrato. Mas com os acidentes em curto prazo de tempo, pode denegrir todo o trabalho que vem sendo realizado para melhorar o abastecimento de água na cidade.
“Manaus é a cidade que mais cresce no Brasil e no mundo. Mas cresce de forma desordenada e estamos incluídos neste contexto, de tentar atender a toda essa desordenação urbana. A empresa não se sente omissa”, justificou Sales.

A prefeitura

Por outro lado, a Semcom (Secretaria Municipal de Comunição) informa ser equivocada tal afirmação da concessionária. Em 27 de março, a Prefeitura de Manaus oficiou através de notificação sobre a auditoria foi entregue e protocolado pela Manaus Ambiental, logo após conversa entre o prefeito Arthur Neto e o diretor-presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini.
Mais de 400 mil pessoas ficaram sem água por conta do rompimento de duas adutoras na zona Oeste da cidade, constatou a prefeitura, no final de março. O fato levou a realização de uma auditoria minuciosa nos contratos firmados com a Manaus Ambiental, inclusive nas instalações e poços artesianos da cidade, segundo o prefeito. “Essa será a primeira etapa de uma possível quebra de contrato”, disse.
Arthur alerta de que não é possível terminar o acordo abruptamente, porque o contrato assinado pela gestão passada estimou a data de término em 2045. “Condição que eu não pactuaria em hipótese alguma”, frisou.
Os trabalhos de auditoria estão sendo coordenados pelo engenheiro Elias Ramos em parceria com a Arsam (Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedido do Estado do Amazonas). As multas estimadas pelos órgãos municipais podem chegar a R$ 15 milhões para a empresa.
A previsão é que o relatório fique pronto em 60 dias. Pedindo investimento imediato de R$ 30 milhões da concessionária. Sendo comprovado desinteresse da Manaus Ambiental em investir melhoria do sistema de abastecimento de água da cidade, a prefeitura estará respaldada para romper esta parceria com a concessionária.
Durante entrevista coletiva sobre a auditoria sobre a atuação da Manaus Ambiental o prefeito Arthur Neto foi duro em seus argumentos. “O tempo de brincadeira acabou, vou fechar espaços. Que se retirem daqui ou operem, agora, o milagre de fazer o que não foi feito em tanto tempo”, declarou Arthur.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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