Empregos crescem 10%, diz sindicato

Em: 12 de julho de 2014
Avaliação do Sindmetal se refere aos empregos criados no primeiro semestre do ano
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Avaliação do Sindmetal se refere aos empregos criados no primeiro semestre do ano

De acordo com o presidente do Sindmetal (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas) Valdemir Santana, no primeiro semestre houve um crescimento de 10% no nível de empregos na indústria em relação ao ano passado. Os Indicadores de Desempenho Industrial da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), divulgados na última segunda-feira (7), mostram que de janeiro a maio deste ano, entre mão de obra efetiva, temporários e terceirizados, o Polo Industrial de Manaus empregou 123.829 trabalhadores. Mesmo assim, também sem citar números, ele acredita que este desempenho não irá influenciar negativamente, a geração de novos postos de trabalho no fim do ano.
A estimativa é aquela de sempre de aumento no nível de empregos. As vendas de tablets e TVs foram muito altas. Eles podem dizer que não venderam, mas venderam tudo. Tudo começa no fim deste mês: vamos fechar nossa convenção coletiva, aí as empresas voltarão a contratar. Agora vamos ver como é que a indústria vai se comportar”.
Temporários
Após um primeiro semestre atípico com vendas, produção e empregos em alta, representantes da indústria do Polo Industrial de Manaus não acreditam no esfriamento no nível de empregos do setor no segundo semestre. O presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), Wilson Périco, explica que em anos normais, o último trimestre é o período do ano mais aquecido para a indústria do local, devido à demanda de final de ano. Em 2014 no entanto, por conta da Copa do Mundo, boa parte deste movimento aconteceu no primeiro trimestre, principalmente os eletroeletrônicos com os televisores.
Apesar de afirmar que ainda é cedo para fazer qualquer estimativa em números, Périco não descarta a possibilidade de que as tradicionais contratações temporárias de fim de ano deverão seguir os mesmos padrões anotados nos anos anteriores.
“É uma possibilidade, já que o contrato temporário é uma alternativa que as empresas têm utilizado. Se acontecer de a demanda superar a capacidade de mão de obra que as empresas têm hoje, a alternativa mais econômica que as empresas têm é celebrar contratos por tempo determinado. É difícil projetar algum número. Teremos que esperar um pouco. Temos sentido ainda uma dificuldade no setor de duas rodas. Por isso precisamos aguardar um pouco para saber como o mercado vai se comportar”, avaliou Périco.
Ele ressalta ainda que os contratos temporários começam a ser firmados somente no fim do mês de agosto.
“Os contratos são de 90 dias, podendo ser prorrogados por mais sessenta e, por conta disso, esses contratos temporários deverão começar a acontecer entre agosto e setembro para atender à demanda de fim de ano. Os contratos assinados no fim de setembro valerão para outubro, novembro e dezembro; e quem for contratado em agosto vai trabalhar setembro, outubro e novembro”, explicou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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