O ministro do Comércio da China, Chen Demin, e titular do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Fernando Pimentel, participam, nesta segunda-feira, 16, na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília, do encontro empresarial que examinará as oportunidades de ampliação de investimentos chineses no Brasil. Do lado chinês, uma delegação de 60 empresários discute as alternativas de novos negócios no Brasil.
Promovido pela CNI, o encontro será o segundo em três dias e ocorre depois da reunião realizada na sexta-feira, 13, na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na capital paulistana. A delegação chinesa é liderada pelo diretor geral da Cipa (China Investment and Promotion Agency), organismo de promoção comercial vinculado ao Ministério do Comércio, Liu Zuo Zhang.
Participam das discussões na CNI, das 10h às 17h desta segunda, no auditório principal, empresas chinesas das áreas de energia, infraestrutura, bancos, alta tecnologia e do agronegócio.
Em quatro painéis, empresários brasileiros e técnicos do governo indicarão obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e projetos nos segmentos de inovação tecnológica, agroindústria e energia, incluindo produção de etanol e de petróleo da camada do pré-sal, como boas oportunidades para se aumentar os investimentos chineses no Brasil.
Parceiro comercial
Os encontros são desdobramento da visita à China, no mês passado, da presidenta Dilma Rousseff e de missão de 300 empresários. A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde abril de 2009, quando superou os EUA. O comércio bilateral saltou de US$ 2.3 bilhões em 2000 para US$ 56.3 bilhões em 2010, alta de quase 2.500% em dez anos. No ano passado, a balança bilateral repetiu praticamente o superavit de 2009 para o lado brasileiro, registrando US$ 5.1 bilhões, mas 80% dos US$ 30.7 bilhões vendidos à China são de commodities e combustíveis.







