Financiamento avança 347,59% no AM

Em: 9 de novembro de 2010
Com a recuperação econômica do país, os habitantes amazonenses investem com mais entusiasmo no sonho da casa própria, resultando em uma procura maior pela assistência do crédito imobiliário
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Com a recuperação econômica do país, os habitantes amazonenses investem com mais entusiasmo no sonho da casa própria, resultando em uma procura maior pela assistência do crédito imobiliário

Com a recuperação econômica do país, os habitantes amazonenses investem com mais entusiasmo no sonho da casa própria, resultando em uma procura maior pela assistência do crédito imobiliário.
A Caixa Econômica, responsável por 73% deste mercado no território nacional, movimentou, até setembro, R$ 559,40 milhões no Estado, destinados a 9.600 contratos de financiamento habitacional. O valor é 347,59% maior que o de igual período do ano anterior, que acumulou R$ 124,98 milhões e 1.380 contratos. Com estes números, o Estado representa 1,19% do balanço de crédito imobiliário da empresa no país, que foi de R$ 47 bilhões.
De acordo com o diretor de Marketing e Comunicação do banco oficial no Amazonas, Roberto Roger Santana, a expectativa para o final de 2010 é que o banco apresente número recorde em relação aos outros anos.
Conforme os dados apresentados pelo banco, a cifra obtida já é 115,92% superior aos R$ 259,08 milhões conseguidos em todo o ano de 2009, que teve um desempenho melhor que o alcançado em 2008 (R$ 113,86 milhões), mesmo com a crise.
Dentre as duas principais fontes de recursos da habitação, Santana afirma que grande parte da população prefere usar o saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para dar entrada na compra de um imóvel. “Isto se deve à renda familiar e aos juros menores”, destacou.
O representante da Caixa explica que não há quantidade exata para o número de recursos disponíveis para empréstimo em cada região. “O recurso é fornecido conforme a necessidade do Estado”, detalhou.

“Número expressivo”

No Bradesco, o diretor de Crédito e Imobiliário, Cláudio Borges, também informa que o banco não possui limites para liberação de recursos e afirma que, embora a região Sudeste prevaleça, a demanda na região Norte tem aumentado. Mesmo com uma fatia de apenas 8% do mercado nacional, Borges comenta que Manaus tem apresentado números relevantes ante ao que o mercado vem apresentando. Dos 6,7 bilhões obtidos no país, a capital amazonense foi responsável por cerca de R$ 536 milhões em produtos de imóveis prontos. “É um número bastante expressivo”, frisou.
Com as oportunidades de empréstimo para pessoa física de até 30 anos e pessoa jurídica de até 10, o financiamento para construção aumentou. Hoje, dos 47 mil contratos realizados, 60% são destinados à construtoras.
Em constante briga com o Itaú pelo primeiro lugar no segmento dentre os bancos privados, a agência já conta com a parceria de dez das construtoras locais. “Visitamos Manaus e a cidade tem mostrado um volume significativo de forma geral, tanto para construção de casa própria, quanto para empreendimentos comerciais”, enfatizou o executivo.

Redução da burocracia foi decisiva, avalia Sinduscon/AM

O superintendente do Sinduscon/AM (Sindicato da Indústria de Construção Civil do Estado do Amazonas), Cláudio Guenka, ressalta que um dos motivos para que a busca das construtoras por entidades financeiras tenha aumentado é a diminuição dos requisitos para contratação de financiamentos. “Diminuiu a burocracia, agora os procedimentos são mais acessíveis para as empresas”, observou.
Na pesquisa mais recente da entidade, referente ao segundo trimestre do ano, 14,47% dos recursos para construção vieram somente do sistema financeiro, totalizando 680 unidades, um valor 319,75% maior ao registrado em igual período do ano anterior.
Juntamente com recursos próprios (1.044 unidades), o percentual é de 22,21% e supera em 89,47% o do ano passado.

Programa habitacional

Com um nome tradicionalmente ligado ao crédito imobiliário, a Caixa desenvolve as políticas habitacionais do governo federal, como no caso do Programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. Santana fala que, para finalizar o ano, o Amazonas deve construir 22.238 unidades deste modelo.
No caso do Bradesco, Borges lembra que ainda não há participação da empresa no programa habitacional, mas diz que a agência já procura formas de financiamento que possam beneficiar classes menores, como a caderneta de poupança. “Dá pra financiar um imóvel de R$ 30 mil”, explanou.
Depois de o governo ter aportado dinheiro no crédito imobiliário, Guenka revela uma expectativa de crescimento no financiamento já que as empresas estão mais confiantes quanto ao retorno. “Quando se fala neste programa, só se pensa em residenciais de baixo valor econômico, mas também há recursos para móveis de até R$ 10 mil”, finalizou o superintendente do Sinduscon/AM.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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