Gerente da ‘Petróleo Sabbá’ admite na CPI que sugere preço para o varejo

Em: 6 de dezembro de 2010
O gerente de relações setoriais da Distribuidora Petróleo Sabbá S/A e Shell, James Freitas de Assis, admitiu que a distribuidora sugere preço para seus produtos nos postos de revenda
O gerente de relações setoriais da Distribuidora Petróleo Sabbá S/A e Shell, James Freitas de Assis, admitiu que a distribuidora sugere preço para seus produtos nos postos de revenda

O gerente de relações setoriais da Distribuidora Petróleo Sabbá S/A e Shell, James Freitas de Assis, admitiu que a distribuidora sugere preço para seus produtos nos postos de revenda. O depoimento foi feito na última sexta-feira, durante oitiva na CPI dos Combustíveis, instalada na CMM (Câmara Municipal de Manaus) para investigar os preços abusivos da gasolina nos postos de abastecimento da cidade e a existência de cartel no setor.
James tentou explicar também o “sobe e desce” dos preços dos combustíveis nos postos de abastecimento, alegando que eles são praticados de acordo com o mercado. Ele citou como exemplo o mercado do Rio de Janeiro, onde os preços da gasolina nos postos da Baixada Fluminense estão na faixa de R$ 2,65 enquanto na Zona Sul o preço chega a R$ 2,90 o litro do produto.
O vereador Wilton Lira (PTB), membro da CPI, questionou o depoente, indagando como explicar o “sobe e desce” dos preços do produto em Manaus, quando a Refinaria informa que há quase dois anos não houve aumento no preço do produto e que também não houve majoração de taxas ou tributos fiscais. O gerente disse que cada empresa tem a sua política de preço e o mercado é quem determina a variação, que pode ser por questão de logística, de prazos de pagamento ou mesmo de aumento de consumo. “O mercado desse setor é muito dinâmico e complexo”, enfatizou. O vereador Leonel Feitoza (PSDB), relator da CPI, disse que na sua cabeça está tudo muito claro.
“Existe combinação de preço na revenda dos combustíveis em Manaus porque, sem qualquer justificativa, os postos de abastecimento aumentam ou reduzem os preços todos iguais e ao mesmo tempo. Isso é crime contra a economia popular”, afirmou ele. Leonel afirmou também que diante desse quadro, não há dúvida da existência de cartel no setor.

Redação

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