O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, elogiou a obra do gasoduto Coari-Manaus visitada ontem pela comitiva governamental e garantiu que o governo não vai medir esforços para entregá-la em 2009 quando 7,5 milhões de metros cúbicos de gás natural serão lançados no mercado local. Segundo o ministro, a projeção do governo Lula é em seguida propiciar a retirada de mais 2,5 milhões de metros cúbicos do produto oriundo da província de Urucu, em Coari, visando dar maior fôlego a demanda de energia local.
O comentário do ministro foi feito ontem após a visita na clareira 20, localizada entre as cidades de Coari e Manaus. Estiveram presentes, além de Lobão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, o governador Eduardo Braga e demais autoridades. Na ocasião, Lula conferiu o andamento das obras e manuseou uma das sondas usadas pela Petrobras para construção do gasoduto, cuja faixa de extensão possui 661 quilômetros e recebeu investimentos da ordem de R$ 3,5 bilhões.
As obras foram iniciadas em julho de 2006. Quando entrar em operação, o gasoduto levará o gás da província petrolífera de Urucu, na Bacia do Solimões, ao mercado de Manaus e cidades vizinhas. A projeção da Petrobras é de que as obras estejam concluídas em dezembro deste ano e o início das operações está previsto para setembro de 2009. Com 52,8 bilhões de metros cúbicos, a província do Amazonas detém a segunda maior reserva de gás natural do país, perdendo apenas do Rio de Janeiro.
Ao falar da explosão na Bolívia que causou danos em parte de um gasoduto que leva gás ao mercado brasileiro, o ministro Lobão admitiu que o acidente provocou uma interrupção na ordem de 5 milhões de metros cúbicos ao Brasil, mas que medidas estão sendo tomadas para suprir a necessidade do país a exemplo de um plano de contingência que vai ser implementado a partir de agora. “O plano consiste em restabelecer os 31 milhões de metros cúbicos de gás natural que o país necessita. Para isso vamos tirar de funcionamento algumas térmicas da Petrobras, da Eletrobrás e de outras térmicas privadas se assim for necessário”, admitiu.
Educação é prioridade
A educação foi o assunto prioritário de Lula em sua segunda visita ao Amazonas neste ano. Durante a cerimônia de inauguração ontem da Universidade Federal do Amazonas, em Coari, e da Unidade de Ensino Descentralizada, que fica no mesmo município e é ligada ao Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas, o presidente afirmou que pretende criar um novo paradigma para a educação brasileira. Lula disse que quer garantir a todas as pessoas, ricas ou pobres, o acesso ao ensino médio e superior. “Queremos que o filho do mais rico continue estudando, que o mais rico tenha uma boa escola, mas que o filho do mais pobre possa ter a mesma escola, a mesma oportunidade, a mesma qualidade de ensino”, afirmou Lula, ressaltando que além de Coari, serão inaugurados centros de ensino nas cidades amazonenses de Parintins, Tabatinga, Lábrea, Humaitá, entre outras. O presidente também destacou que, apesar de as distâncias entre as cidades do Estado serem grandes, é preciso ter consciência de que a educação precisa chegar a todos os jovens.
Segundo Lula, em seu governo quando o assunto é educação não se fala mais em gastos, por se tratar de um investimento para a população. Ele disse que ao entrar na Escola Técnica e na Ufam de Coari e ver jovens na faixa de 18 anos em um laboratório aprendendo a fazer pesquisa, saiu com a consciência de estar contribuindo para o desenvolvimento desses jovens. “Em praticamente 96 anos, o Brasil construiu apenas 140 escolas técnicas e em oito anos nos vamos construir 214 escolas dessa natureza”, garantiu.
Abertura da feira
À noite o presidente Lula e comitiva governamental participaram da abertura da 4ª Fiam (Feira Internacional da Amazônia), que deverá gerar mais de US$ 10 milhões de negócios e receber mais de 100 mil visitantes nos três dias de evento, conforme projeção da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). Além de autoridades governamentais e empresários do Amazonas e dos demais Estados da região, estiveram presentes representantes de mais de 20 países visando prospectar negócios na Amazônia brasileira. O evento foi aberto pela superintendente Flávia Grosso, que está otimista com a quarta edição da feira.
De acordo com Flávia Grosso, o objetivo da Suframa com a Fiam é gerar oportunidades de atração de investimento, promoção comercial de produtos e serviços amazônicos e estimular novos negócios. Também com a feira, a autarquia quer abrigar eventos de natureza técnico-científica com ampla repercussão na região, Brasil e exterior; e induzir a realização de outros eventos relevantes para a Amazônia.







