Inadimplência do consumidor cresce 1,9%

Em: 13 de dezembro de 2011
A inadimplência do consumidor brasileiro subiu 1,9% no mês de novembro em relação a outubro, segundo dados da empresa de consultoria Serasa Experian
A inadimplência do consumidor brasileiro subiu 1,9% no mês de novembro em relação a outubro, segundo dados da empresa de consultoria Serasa Experian

A inadimplência do consumidor brasileiro subiu 1,9% no mês de novembro em relação a outubro, segundo dados da empresa de consultoria Serasa Experian. Na comparação com o mesmo mês de 2010, a elevação é de 17,4%. No acumulado do ano, considerando os meses de janeiro a novembro, a alta é de 22,4% no comparativo com o mesmo período do ano anterior.
Segundo os economistas da Serasa, o aumento mensal é pontual, resultante da greve dos Correios, que atrasou o envio de boletos e faturas para pagamento. Também pode ser justificado pela falta de pagamento da segunda parcela das compras do Dia das Crianças.
A variação positiva do indicador, que nos últimos meses fazia o movimento contrário, com duas quedas consecutivas, é decorrente da alta em todos os itens. A maior elevação foi encontrada nos protestos, que subiram 12,4% de um mês para o outro. Em seguida aparecem os cheques devolvidos por falta de fundos, com alta de 10,4%, que representam 1,1% do total de 1,9% da variação.
Dívidas não bancárias, com financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços, e débitos com bancos, subiram 0,9% e 0,5%, respectivamente.
O valor médio dos títulos protestados ficou em R$ 1.369,39 no acumulado do ano, quantia 15,7% superior ao registrado no mesmo período de 2010. O valor médio dos cheques sem fundos foi R$ 1.354,40, crescimento de 8,2%. Já as dívidas não bancárias e débitos com bancos foram de R$ 322,36 e R$ 1.302,70, respectivamente, o que representam reduções de 17,4% e 0,7%, respectivamente.

Queda no ritmo

Apesar do resultado negativo, o ritmo de crescimento da inadimplência dos consumidores diminuiu em novembro. Segundo o indicador da Serasa Experian, a elevação de 17,4% sobre o mesmo mês do ano passado representa o menor porcentual desde maio, nessa base de comparação. Na taxa acumulada no ano, o indicador também indica queda alcançando o menor nível desde julho nesse tipo de comparação.
Para os economistas da Serasa Experian, essas desacelerações confirmam a trajetória descendente da inadimplência do consumidor neste período de fim de ano. A razão citada por eles é que o consumidor passou a dar prioridade ao pagamento e à renegociação de dívidas porque sentiu os efeitos do maior endividamento, da corrosão dos salários pela inflação e do menor ritmo da atividade econômica.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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