Inflação para Dia dos Namorados é de 4,72%

Em: 1 de junho de 2010
Os preços dos produtos mais procurados para o Dia dos Namorados estão abaixo da inflação média do varejo este ano
Os preços dos produtos mais procurados para o Dia dos Namorados estão abaixo da inflação média do varejo este ano

Os preços dos produtos mais procurados para o Dia dos Namorados estão abaixo da inflação média do varejo este ano. Levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a partir da evolução de preços de 22 produtos mais lembrados nesta data, mostra que a inflação de presentes para o Dia dos Namorados ficou em 4,72% em 12 meses até maio deste ano, abaixo da taxa do IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor – 10) acumulada no mesmo período, de 5,35%.
Segundo o economista da FGV e responsável pelo levantamento, André Braz, é possível dizer que, em geral, os preços dos produtos mais procurados para a data ficaram mais baratos este ano. Ele informou que a inflação média dos presentes dos Dia dos Namorados acumulada em 12 meses até maio do ano passado foi de 5,55%, ou seja, mais intensa do que a apurada este ano para a mesma data. “Acho que não vai ser tão difícil escolher um presente em conta este ano”, comentou.
Na lista de produtos pesquisados pela fundação, o celular é o produto com preço mais atrativo para o consumidor, com deflação de 9,01% em 12 meses até maio, seguido por agasalho feminino, cujo preço acumula queda de 4,87%. Porém, estes dois itens foram os únicos que apresentaram queda de preços, no período pesquisado: todos os outros 20 itens mostraram inflação em 12 meses até maio.

Flores e plantas

Os produtos que se apresentaram mais caros para o consumidor foram flores e plantas naturais, com alta de 15,17% em 12 meses até maio; show musical, com alta de 13,03% no mesmo período; e cinto e bolsa, com aumento acumulado de 7,09% em 12 meses até maio.
Em Salvador, por exemplo, o preço do celular caiu 18,36%. Na capital baiana, a opção de presente com maior inflação no período foi o sapato feminino, com alta de 14,41%.
Já em Belo Horizonte, o teatro foi o que mais subiu (36,03%) e a maior queda (-7,64%) também foi do telefone celular. Em Brasília, as roupas femininas para a prática esportiva tiveram forte alta (16,97%), enquanto que, mais uma vez, o celular (-17,90%) teve a maior baixa.
No Rio, o celular apresentou queda de 8,09%, enquanto os shows musicais tiveram alta de 15,31%. Na capital paulista, o agasalho feminino (-14,07%) e o teatro (-10,58%) caíram. O item hotel, por sua vez, foi o que apresentou a maior alta, de 10,70%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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