Itália vai avaliar extradição

Em: 22 de novembro de 2013
Caso de Henrique Pizzolato será avaliado após prisão, disse Ministério da Justiça da Itália
Caso de Henrique Pizzolato será avaliado após prisão, disse Ministério da Justiça da Itália

O Ministério da Justiça da Itália informou ontem que só vai analisar a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato depois que ele for preso e o governo brasileiro fizer esse pedido. É a primeira vez que o governo italiano se manifesta oficialmente sobre o caso. O ministério disse ainda que que não tem informações sobre o paradeiro de Pizzolato -não sabe nem mesmo se ele está na Itália.
“Por enquanto, Pizzolato é uma pessoa livre, não foi preso, e não sabemos onde ele está. Se ele for preso e o governo brasileiro pedir a sua extradição, vamos analisar as condições de uma extradição. Nossa competência começa a partir daí”, disse a assessoria do ministério à reportagem.
Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento do mensalão. Ele é considerado foragido desde a semana passada. Em carta, disse que fugiu para a Itália, país em que também tem cidadania. Seus passaportes (o brasileiro e o italiano), porém, haviam sido apreendidos pela Polícia Federal.
Segundo relato de amigos, o ex-diretor viajou sem passaporte, com um documento provisório de viagem, emitido por um consulado. A deputada ítalo-brasileira Renata Bueno solicitou informações ao Ministério do Interior da Itália sobre a eventual presença de Henrique Pizzolato naquele país e a documentação usada para a viagem. Na próxima semana ela estará na Itália, onde pretende tratar do assunto.
“Eu perguntei [ao ministério] exatamente isso: se foi emitido um segundo passaporte ou uma autorização de viagem, onde isso está registrado, em qual consulado e se há indícios da entrada ou da presença dele na Itália”, afirma Bueno.
Até agora, a deputada, que é nascida no Brasil e foi eleita para o Parlamento italiano em fevereiro, com 20 mil votos de cidadãos italianos que vivem no Brasil, não obteve resposta do ministro Angelino Alfano. “Eu estou insistindo com o ministro diariamente. Mas eles estão tendo muita cautela nessa relação diplomática”, diz.
A deputada também entrou em contato com o Consulado-Geral da Itália em Curitiba, que tem jurisdição nos Estados do Paraná e de Santa Catarina. Há a possibilidade de que Pizzolato tenha tirado sua cidadania e a eventual autorização para a viagem nesse consulado, já que é nascido em Santa Catarina.
O cônsul-geral, porém, informou à deputada que não poderia passar informações a respeito de Pizzolato, e que somente o Ministério do Interior responderia sobre o caso. A reportagem também entrou em contato com o consulado em Curitiba, mas não conseguiu obter informações.

Barbosa permite que Genoino se trate em casa

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, atendeu ontem parcialmente a um pedido feito pela defesa do ex-presidente do PT José Genoino, 67, e permitiu que ele se trate em casa ou num hospital até que uma junta médica avalie seu quadro de saúde.
Barbosa deu 24 horas para junta médica analisar estado de saúde de Genoino.
Na decisão, Barbosa diz que recebeu informações da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal contrariando as que recebeu ontem do mesmo órgão. Por isso, liberou o tratamento e pediu que o IC-DF (Instituto de Cardiologia do Distrito Federal) lhe envie o boletim médico assim que o primeiro for produzido.
Hoje, Genoino passou mal e, segundo seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, o petista teve um princípio de infarto e, por isso, ele foi levado do Complexo Penitenciário da Papuda para o IC-DF (Instituto de Cardiologia do Distrito Federal).
“Defiro parcialmente o pedido formulado pela defesa do condenado José Genoino Neto, para, provisoriamente, permitir-lhe o tratamento médico domiciliar ou hospitalar, até o pronunciamento conclusivo da Junta Médica indicada na decisão que proferi na data de hoje”, diz trecho da decisão de Barbosa.
O deputado licenciado José Genoino (PT-SP), está preso desde a última sexta-feira devido à sua condenação no processo do mensalão.
Ontem, Genoino já havia passado mal durante a noite. Segundo seu advogado, Genoino teve que ser atendido dentro do presídio da Papuda.
O ex-presidente do PT, que está na ala reservada aos presos do regime semiaberto, fez um eletrocardiograma que demonstrou “alterações”. Ainda de acordo com o advogado, o médico fez um pedido para a realização de exames complementares num hospital fora do presídio, o que foi negado pelo juiz de execuções penais.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar