Lazer e turismo sobre as águas

Em: 28 de janeiro de 2026
Com apenas poucos meses de inaugurado, o flutuante Selva Amazônica já caiu no gosto de manauaras e turistas.
No centro de um dos flutuantes, existe uma piscina com água do rio
No centro de um dos flutuantes, existe uma piscina com água do rio

Passeio de lancha pelo rio Negro, floresta, lazer, e para completar, café e almoço regionais. Esses são os ingredientes para quem desejar ficar um dia inteiro cercado pela natureza amazônica no flutuante Selva Amazônica.

Inaugurado há apenas sete meses, em 12 de junho passado, pelo empreendedor Guilherme Silva, o flutuante já se tornou um ponto de referência para o manauara que deseja sair um pouco do caos da cidade, e para o turista que se maravilha com o rio e a floresta, além da culinária amazônica.

Guilherme é herdeiro de Paulo Roberto da Silva, pioneiro dos flutuantes existentes hoje no Lago Janauary, há décadas referências para os turistas que chegam todos os anos a Manaus a bordo dos transatlânticos vindos da Europa e dos Estados Unidos. 

O Complexo começou a ser construído há mais de 30 anos por Paulo depois dele ter trabalhado e adquirido experiência na Selvatur como barman, atuando nas várias embarcações que a empresa possuía.

“Trabalhei lá até 1990. Em 1994 vim aqui para o Lago e, junto com minha esposa Alcineide Maciel, montamos o restaurante flutuante Rainha da Selva. Convidei alguns amigos da área do turismo para virem conhecer o restaurante e desde então não mais pararam de chegar clientes trazidos por eles”, lembrou Paulo.

Em 2012, com os três filhos Jefferson, Janderson e Guilherme já crescidos, Paulo e Alcineide começaram a construir o atual Complexo Selva Amazônica, reunindo restaurante e loja de artesanatos. Inspirado nos pais, agora Guilherme, junto com o irmão Jefferson, inaugurou seu próprio flutuante, também denominado Selva Amazônica.

 

No Iranduba

“Na realidade são quatro flutuantes, um anexado ao outro, totalizando 1.200 metros quadrados. Aqui funciona o restaurante, o bar, a cozinha, e os banheiros, e ninguém nem nota que está sobre as águas. Agora estamos aguardando a chegada de mais um flutuante, com um mirante, para os visitantes terem uma visão ainda mais privilegiada dos arredores. A previsão é fevereiro, e ele terá uma fachada de vidro que esteve no Aeroporto Eduardo Gomes, e foi descartada após reformas. Quem coordena a construção dos flutuantes é o Jefferson, que é engenheiro”, disse Guilherme.

A localização do flutuante Selva Amazônica é estratégica, na entrada do Furo Grande, no município de Iranduba. Partindo de Manaus, do píer do Mirante Lúcio Almeida, a viagem de lancha, de aproximadamente dez minutos, segue praticamente uma linha reta. Ao lado do Mirante, Guilherme também é o dono da Cafeteria Selva Amazônica, base onde os visitantes/clientes do flutuante adquirem seus vouchers.       

“O Furo Grande é uma entrada que vai dar no Lago Janauary”, explicou.

“Aqui adotamos um ambiente de river club: espaço localizado na beira do rio onde valorizamos a natureza e a conexão com o meio ambiente, no qual as pessoas podem passar o dia todo. Após o café da manhã podem relaxar no redário, ou tomar banho de rio, e ficar para o almoço”, completou.

No centro de um dos flutuantes, existe uma piscina com água do rio, que pode ser utilizada por crianças, pois é fechada nas laterais e no fundo. Uma cascata ajuda a melhorar a brincadeira. Além do redário, existe uma área onde se pode receber massagens pelas mãos de profissionais.

“Nossos banheiros possuem ETE (Estação de Tratamento de Efluentes) e utilizamos energia solar para movimentar nosso maquinário”, afirmou.

“Nosso bar também serve drinks autorais"
“Nosso bar também serve drinks autorais”

Empreendedor turístico

Com apenas 34 anos, há poucos anos Guilherme se tornou um empreendedor no segmento turístico. Em Manaus ele possui, além da cafeteria, a Taberna Selva Amazônica, ao lado do Teatro Amazonas, onde vende artesanatos e uma série de produtos amazônicos; e o Selva Amazônica SPA, em frente à antiga Santa Casa de Misericórdia, no qual oferece massagens e banhos com produtos da floresta.

“Meu próximo empreendimento será uma pousada, que já está sendo idealizada”, avisou.

Outra habilidade de Guilherme é a culinária. Como é um apreciador da boa comida, ele fez cursos de gastronomia. No flutuante, supervisiona pessoalmente o cardápio regional, mas adianta que no flutuante que está chegando serão apresentados frutos do mar, sendo o cardápio assinado pelo chef Márcio Gonzaga.

“Nosso bar também serve drinks autorais preparados com bebidas nacionais e importadas”, falou.

O flutuante Selva Amazônica funciona de quinta-feira a domingo, das 9h às 17h. De sexta a domingo tem música ao vivo com vários ritmos.

“Disponibilizamos jantares temáticos e estamos abertos para quem queira realizar eventos no flutuante”, informou.

Os quatro flutuantes disponibilizam 300 lugares sentados e, nos finais de semana, costuma atingir esse número.

“O Amazonas é um Estado turístico. Ainda há muito o que se fazer e ser explorado por quem desejar investir nesse segmento. Basta começar”, finalizou.

Informações: Instagram, @cafeteriaselvaamazonica 

Evaldo Ferreira

é repórter do Jornal do Commercio
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