Manaus é vice em importações

Em: 17 de março de 2011
Um maior número de produtos vindos do estrangeiro foi registrado em fevereiro no Amazonas
Um maior número de produtos vindos do estrangeiro foi registrado em fevereiro no Amazonas

Um maior número de produtos vindos do estrangeiro foi registrado em fevereiro no Amazonas. Os números divulgados pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior) mostram que as importações de janeiro para fevereiro cresceram 8,72%. A percentagem equivale a um gasto total de US$ 942.35 milhões com mercadorias de outros lugares.
O valor, que é US$ 75.61 mil maior do que o resultado de janeiro (US$ 866.74 milhões), ajudou a colocar o Norte no patamar das regiões que tiveram o maior volume de compras do país. As exportações do Norte tiveram expansão de 82,83% no comparativo entre a média diária do mês de fevereiro de 2011 e de 2010. Isto vale um montante de US$ 1.326 bilhão, o que representou 7,93% das vendas do país no período.
Apenas nos acumulados de janeiro a fevereiro as importações de Manaus (US$ 1.80 bilhão) colocaram a cidade no segundo lugar entre os municípios que mais adquiriram produtos vindos de outros mercados –ficando atrás só de São Paulo (US$ 2.33 bilhões). A capital amazonense conseguiu até mesmo alcançar cifras mais expressivas que o Rio de Janeiro, com US$ 1.15 bilhão.
Os insumos para a fabricação e montagem das indústrias do setor de duas rodas foram os que mais tiveram destaque no carrinho de compras feito no estrangeiro. Os principais produtos foram para abastecer as linhas de produção do PIM (Polo Industrial de Manaus), dentre eles estão partes para montagem de aparelhos receptores de rádio e televisão (US$ 216.76 milhões); circuitos integrados (US$ 32.16 milhões); e parte para motocicletas (US$ 29.98 milhões).
Todas as três categorias de insumos apresentaram maiores cifras em fevereiro quando comparado com a mesma época do ano passado. As partes para montagem de aparelhos receptores de rádio e televisão, por exemplo, passaram dos US$ 216 milhões em fevereiro deste ano, enquanto que neste mesmo período de 2010 era de US$ 163.93 milhões.
Indo na leva das compras feitas no Amazonas, a China aumentou a participação no mercado local. Foi quase 1,5 bilhão de produtos que vieram de lá, o que significou um gasto de US$ 311.91 milhões, aproximadamente US$ 70 milhões a mais do que em fevereiro do ano passado (US$ 241.22 milhões).
Logo após o império chinês, estão outros dois países do sol nascente, com acréscimo nas vendas para o Estado: a Coreia do Sul e o Japão. Eles somaram US$ 279.97 milhões em fevereiro. Apesar das incertezas provocadas pelo desastre natural ocorrido no Japão há pouco tempo, o presidente do Cieam (Centro Internacional das Indústrias do Amazonas), Maurício Loureiro, acredita que as empresas deverão priorizar as exportações e não sofrer, ainda, com os impactos do tsunami.
“As empresas que têm sede no Japão também possuem filiais em outros países e então elas deverão concentrar suas produções nas demais fábricas. As importações do Amazonas não deverão ser influenciadas imediatamente e sim as exportações. Já as fábricas, deverão atender a falta de insumos vindos do Japão”, explicou Loureiro.

Vendas externas

No confronto entre fevereiro e janeiro as exportações tiveram crescimento de apenas 1,7% no Estado. No primeiro mês do ano, o Amazonas enviou para os outros países US$ 74.51 milhões e no mês seguinte passou para US$ 75.78 milhões.
No acumulado do ano, a Nokia teve baixa nas vendas para fora quando comparado com o desempenho de 2010. A multinacional finlandesa vendeu neste ano US$ 22.60 milhões e no ano passado, entre janeiro e fevereiro, conseguiu US$ 38.51 milhões. Já a P&G (Procter & Gamble) aumentou em quase o dobro o volume comercializado no estrangeiro, com US$ 16.34 milhões em 2011 ante US$ 9.54 milhões obtidos em 2010.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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